Correios anuncia fechamento de agências e plano para demitir até 15 mil funcionários para tentar equilibrar as contas

Lula e sua ministra fanzendo L com a camisa dos correios

Os Correios entraram em um dos momentos mais difíceis da sua história financeira e anunciaram um plano de reestruturação que promete mexer de verdade com a empresa nos próximos anos. A direção da estatal divulgou que pretende fechar cerca de mil agências próprias em todo o Brasil e incentivar a saída de até 15 mil funcionários até 2027 para tentar criar fôlego nas contas e reduzir o prejuízo que vem acumulando há anos.

A empresa, que tem mais de seis mil agências próprias e outros 10 mil pontos de atendimento via parcerias, enfrenta resultados negativos desde 2022, com um saldo negativo de cerca de R$ 6 bilhões nos primeiros nove meses de 2025 e um patrimônio líquido que já está no vermelho. Para tentar equilibrar essa situação, os Correios montaram um plano que inclui vários cortes de despesas e mudanças na estrutura.

Entre as medidas aprovadas está o fechamento técnico de cerca de mil agências consideradas deficitárias, o que deve ajudar a reduzir cerca de R$ 2,1 bilhões em custos anuais. A estatal afirma que essa reorganização será feita de forma gradual e obedecendo a obrigação de manter a universalização do serviço postal, ou seja, continuar atendendo todo o território nacional mesmo com menos pontos de atendimento.

Outro ponto importante do plano é a redução de pessoal, com dois programas de demissão voluntária (PDV) previstos para 2026 e 2027, que podem resultar na saída de até 15 mil trabalhadores. A meta é reduzir os gastos com pessoal em cerca de R$ 2,1 bilhões por ano, ajudando a aliviar as despesas fixas que hoje consomem grande parte do orçamento da empresa.

Os Correios também estão buscando outras formas de reforçar o caixa, como a venda de imóveis não operacionais, que pode render cerca de R$ 1,5 bilhão, além de revisar planos de saúde e benefícios dos funcionários remanescentes para diminuir custos no longo prazo.

Além disso, a estatal já contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a bancos para reforçar o caixa e pagar despesas correntes, e ainda tenta encontrar recursos adicionais para equilibrar as contas em 2026.

A proposta foi recebida com preocupação por trabalhadores e sindicatos, que afirmam que essas medidas podem impactar quem depende dos serviços dos Correios ou trabalha na empresa há muitos anos. Alguns criticam que o PDV e o fechamento de unidades podem enfraquecer a capacidade de atendimento, principalmente em regiões mais distantes e com menos opções de logística.

A crise dos Correios é resultado de muitos anos de déficit e queda na receita, em parte por causa da digitalização das comunicações e da concorrência na área de logística. Agora, com esse plano de reestruturação, a estatal tenta se reorganizar para se manter funcionando e evitar problemas ainda maiores em um futuro próximo.