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Tragédia na ponte do rio Tocantins completa um ano e famílias ainda cobram respostas

O rio Tocantins é um dos maiores do Brasil e, em um trecho, faz a divisa natural entre os estados de Tocantins e Maranhão. Foi exatamente nesse ponto que uma ponte antiga, construída na década de 1960, se transformou em símbolo de uma das maiores tragédias recentes do país. Há um ano, parte da estrutura cedeu e veículos que faziam a travessia caíram no rio.

No momento do desabamento, o movimento na ponte era intenso. Carros, motos e caminhões cruzavam a ligação entre os dois estados quando estalos e barulhos chamaram a atenção de quem estava por perto. Minutos depois, o vão central não resistiu. Ao todo, 17 pessoas foram vítimas da tragédia. Quatorze mortes foram confirmadas, enquanto três pessoas nunca foram localizadas.

Entre os desaparecidos estavam um motorista que viajava com a esposa e o neto de 10 anos, além de um vendedor que costumava atravessar a ponte para visitar parentes. As famílias relatam a dor de não ter podido se despedir e afirmam que o luto permanece aberto até hoje, sem respostas claras e sem responsáveis punidos.

Assista a reportagem:

Sete meses após o acidente, a Polícia Federal apontou que o desabamento foi causado por excesso de peso aliado a problemas estruturais e falta de manutenção. Um laudo técnico feito anos antes já indicava deformações na ponte e a necessidade de reforços. Mesmo assim, o tráfego seguiu normalmente, inclusive para veículos pesados.

As investigações seguem em andamento e, até agora, ninguém foi responsabilizado. Para os familiares, não se trata de um simples acidente, mas de uma tragédia que poderia ter sido evitada com fiscalização, manutenção e controle do tráfego.

Um ano depois, a ponte foi totalmente reconstruída e reinaugurada, oferecendo mais segurança para motoristas e pedestres. A data da reinauguração, porém, coincidiu com o aniversário do desabamento, o que gerou dor e revolta entre as famílias das vítimas. Em uma das cabeceiras da ponte, uma placa homenageia os nomes das 17 pessoas que perderam a vida naquele dia.

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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