E não é que essa profissão tão importante já virou tema de samba-enredo? Em 2018, a escola Rosas de Ouro decidiu homenagear os heróis das estradas no desfile do Grupo Especial de São Paulo. No Sambódromo do Anhembi, a agremiação contou a história da categoria com o enredo “Pelas estradas da vida, sonhos e aventuras de um herói brasileiro”, desenvolvido pelo carnavalesco André Machado.
A cada ala, o público via um pouco da realidade da boleia: a rotina pesada, a fé na estrada, o padroeiro dos motoristas e, principalmente, a saudade da família. Mesmo fazendo um desfile emocionante e sendo um dos destaques daquela noite de 10 de fevereiro, a escola terminou na oitava colocação, mas deixou sua marca ao valorizar a categoria.
Outra escola também fez história
Essa não foi a primeira vez que os caminhoneiros ganharam espaço na avenida. Em 1991, o Império Serrano levou para a Sapucaí o samba-enredo “É por Aí que Eu Vou”, criado pelo carnavalesco Ney Ayan.
A escola ousou e chegou a colocar caminhões de verdade no desfile, algo que chamou muita atenção do público. Porém, acabou sendo penalizada por causa das marcas deixadas na pista e terminou rebaixada naquele ano. Mesmo assim, a homenagem ficou marcada na memória de quem acompanhou.
Em meio à festa e à alegria do Carnaval, essas escolas mostraram que o caminhoneiro também é protagonista. Afinal, enquanto o Brasil dança, tem sempre alguém acelerando na estrada para manter tudo funcionando.

