Caminhoneiro

Falta de motoristas encolhe 60 % da categoria no Brasil e preocupa transporte

A escassez de motoristas profissionais no Brasil levou a um encolhimento de cerca de 60 % da categoria nos últimos anos, segundo projeções e relatos de especialistas do setor. Esse cenário tem causado impactos diretos no transporte rodoviário de cargas, no escoamento de produtos, nos prazos de entrega e no custo logístico em todo o país.

A profissão de caminhoneiro, que já enfrenta desafios históricos como longas jornadas, períodos prolongados longe de casa e infraestrutura deficiente nas estradas, tem se tornado menos atrativa para novos profissionais. Ao mesmo tempo, muitos caminhoneiros experientes estão se aposentando ou deixando a atividade por conta das condições de trabalho e da remuneração estagnada.

Especialistas em logística alertam que a redução de motoristas na ordem de 60 % significa que o número de profissionais ativos está muito abaixo do necessário para atender à demanda do transporte de cargas, que é responsável por grande parte do escoamento de produção agrícola e industrial no Brasil. A falta de mão de obra tem pressionado as empresas de transporte, que enfrentam dificuldade para preencher vagas e manter as operações regulares.

Além disso, o déficit de caminhoneiros tem reflexos em toda a cadeia produtiva. Indústrias, cooperativas agrícolas e distribuidoras dependem do transporte rodoviário para movimentar insumos, produtos prontos e mercadorias entre cidades e estados. A falta de motoristas pode elevar custos de frete, causar atrasos nas entregas e comprometer o abastecimento em algumas regiões.

Organizações do setor apontam que a situação exige ações coordenadas, incluindo melhorias nas condições de trabalho, incentivos para novos motoristas, formação profissional e infraestrutura adequada nas rodovias, como áreas de descanso e segurança para quem trabalha nas estradas.

A questão da falta de motoristas já foi classificada por alguns setores como um potencial “apagão logístico”, já que a escassez de mão de obra pode comprometer a fluidez do transporte em momentos de alta demanda, como períodos de safra agrícola ou feriados prolongados.

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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