Transportadora

O que aconteceu com a empresa G8Log e por que ela virou alvo da Justiça

A empresa G8Log, que surgiu como transportadora e chegou a contratar motoristas para transportar combustíveis, acabou envolvida em uma investigação policial que abalou sua operação e a transformou de simples transportadora em caso de interesse da Justiça.

O que era uma empresa de transporte com vagas anunciadas em anos anteriores virou alvo de uma megaoperação contra o crime organizado conhecida como Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo em agosto de 2025.

Investigação e abandono de frota

Durante a operação, agentes encontraram carretas da G8Log abandonadas em um posto de combustíveis em Camaçari, na Bahia, sem motoristas ou movimentação normal de transporte. As imagens dos veículos parados chegaram a circular nas redes sociais e foram registradas pela imprensa.

Esse abandono indicou aos investigadores que os líderes e gestores ligados à empresa — entre eles empresários que se apresentavam como CEO da G8Log em redes sociais — deixaram os negócios às pressas antes da chegada da polícia.

Empresa envolvida com esquema maior

De acordo com as apurações, a G8Log Agro Ltda e empresas associadas como a Moska Log eram utilizadas como empresas de fachada. Elas estariam ligadas a um esquema bilionário de fraude e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, que operava desde usinas e distribuidoras até postos — com indícios de participação do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigação aponta que o esquema usava múltiplas camadas empresariais para ocultar patrimônio e movimentar recursos de forma ilícita, incluindo a aparente importação irregular de produtos e a manipulação de veículos e frota registrados em nomes de outras empresas, como locadoras que faziam contratos com a G8Log.

Queda da operação

Antes do envolvimento com a operação da Polícia Federal, a G8Log havia divulgado vagas de emprego para motoristas carreteiros em São Paulo, mas após as investigações a empresa deixou de operar normalmente. A situação evidenciou que sua frota e estrutura podem ter sido usadas não só para transporte de combustíveis, mas também para ocultar bens e receitas vinculadas ao esquema criminoso.

Até o momento, parte dos responsáveis pelas empresas ligadas à G8Log ainda não foi localizada pelas autoridades, e as investigações continuam em andamento para esclarecer a participação de dirigentes e colaboradores no esquema investigado

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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