Pular para o conteudo
Combustível

Gasolina e etanol ficam mais caros nos últimos dias em algumas capitais, mostra ANP

4 minutos de leitura
Veja por que a reforma tributária pode elevar o preço do diesel e da gasolina
Publicidade

Quem abasteceu nos últimos dias pode ter encontrado um preço diferente daquele visto no começo do mês. Gasolina e etanol ficaram mais caros em algumas capitais brasileiras, enquanto outras cidades registraram queda ou estabilidade.

A diferença de uma região para outra é grande. O levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente à semana de 2 a 8 de agosto de 2026, mostra que a gasolina comum custou, em média, R$ 6,55 por litro no Brasil. Na semana anterior, estava em R$ 6,56. A queda nacional foi pequena, de 0,15%.

Isso não significa que todo motorista encontrou combustível mais barato.

Em Belém, por exemplo, a gasolina chegou à média de R$ 6,64 após uma alta semanal próxima de 4,9%. Florianópolis apareceu com gasolina a R$ 6,71 e avanço perto de 2%, enquanto Porto Alegre registrou aproximadamente R$ 6,16, com aumento de 1,7%.

Em outras capitais aconteceu justamente o contrário. São Paulo registrou gasolina perto de R$ 6,33, Belo Horizonte ficou na faixa de R$ 6 e o Rio de Janeiro apareceu com média de R$ 6,50. Os números ajudam a explicar por que dois motoristas em estados diferentes podem ter percepções completamente opostas sobre o preço do combustível.

Etanol também ficou mais caro em alguns lugares

No caso do etanol, a média nacional teve uma queda bem mais clara. O litro passou de R$ 4 para R$ 3,94, redução de 1,50% em apenas uma semana. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o preço médio nacional estava 5,52% menor.

Mesmo assim, algumas capitais caminharam na direção contrária.

Natal registrou etanol a aproximadamente R$ 5,23, com aumento semanal perto de 1%. Florianópolis chegou a R$ 4,53, alta de 0,9%, enquanto Campo Grande ficou em torno de R$ 3,81, depois de avanço próximo de 0,8%.

São Paulo, por outro lado, teve uma das quedas mais fortes entre as grandes capitais. O preço médio ficou em aproximadamente R$ 3,70 por litro, redução superior a 2% na semana. Belo Horizonte também apareceu entre os locais com etanol mais barato, a cerca de R$ 3,73.

A própria ANP aponta que o mercado paulista teve oferta elevada de etanol e aumento dos estoques. Algumas usinas passaram a vender de forma mais agressiva, inclusive oferecendo descontos em determinadas regiões, enquanto a procura ainda permanecia mais fraca.

Gasolina mudou em agosto

Outra mudança entrou na conta dos motoristas neste mês. Desde 1º de agosto, a gasolina comum vendida no Brasil passou temporariamente a ter 32% de etanol anidro, contra 30% anteriormente. A nova mistura, chamada de E32, foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética.

A medida vale inicialmente por 180 dias. Quando anunciou a mudança, o governo estimou que o aumento do etanol na mistura poderia reduzir o preço da gasolina em aproximadamente três centavos por litro, embora o valor final encontrado no posto dependa de toda a cadeia de comercialização.

E é justamente aí que o motorista percebe diferenças. O preço cobrado na bomba não depende apenas do valor da gasolina vendida pela Petrobras. Entram na conta etanol misturado ao combustível, impostos, custos das distribuidoras e margens dos postos.

Na última pesquisa, a diferença entre as capitais passou de R$ 1 por litro. Enquanto Belo Horizonte registrou gasolina perto de R$ 6, Boa Vista chegou a aproximadamente R$ 7,57 por litro e Porto Velho ficou em torno de R$ 7,48.

Para quem enche um tanque de 50 litros, pagar R$ 6 ou R$ 7,50 representa uma diferença de R$ 75 em um único abastecimento.

Os números também mostram por que é preciso cuidado com a afirmação de que “a gasolina e o etanol aumentaram no Brasil”. A média nacional mais recente caiu, mas determinados estados e cidades registraram aumentos que já aparecem diretamente na bomba.

O próximo levantamento semanal da ANP deverá mostrar se essas altas locais vão se espalhar para outras regiões ou se os preços continuarão oscilando de forma diferente pelo país.

Publicidade

Comentários

0

    Sobre o autor

    Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.