Frete vira alvo de críticas após atravessadores ganharem mais que motoristas

A revolta dos caminhoneiros com os atravessadores de frete só aumenta em 2026, e o motivo é claro: quem faz todo o trabalho muitas vezes ganha menos do que quem só intermedia a carga.
Na prática, funciona assim: o contratante paga um valor pelo frete, mas esse serviço passa por intermediários antes de chegar no caminhoneiro. Nesse caminho, o valor vai sendo reduzido, e quando chega para quem vai rodar, já está bem mais baixo.
Enquanto isso, o atravessador, que muitas vezes nem encosta na carga, consegue ficar com uma parte maior do lucro, o que gera indignação entre os motoristas.
O problema fica ainda mais pesado por causa do diesel caro. Com o custo alto para rodar, o caminhoneiro acaba aceitando fretes baixos para não ficar parado, mesmo sabendo que o valor não compensa tanto.
Muitos motoristas relatam que, depois de pagar combustível, pedágio e manutenção, sobra pouco no final da viagem, enquanto o intermediário garante o ganho sem enfrentar estrada, risco ou desgaste.
Esse modelo de negociação é antigo no setor, mas vem sendo cada vez mais questionado, principalmente em um momento em que os custos estão altos e a margem de lucro está cada vez menor para quem está na boleia.
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