
Foto: Reprodução / La Nacion
A Argentina enfrenta mais um capítulo de tensão em suas rodovias neste início de abril de 2026. Caminhoneiros e transportadores de grãos, liderados por grupos como a União Nacional de Transportadores Afins (Untra), iniciaram uma série de bloqueios que já atingem as principais províncias produtoras do país, como Buenos Aires, Córdoba, Santa Fe e Mendoza.
O movimento ocorre em um momento crítico: o auge da colheita da safra de verão, essencial para a entrada de divisas na economia argentina.
O principal combustível da revolta é, literalmente, o preço do óleo diesel. Com o choque nos preços do petróleo devido aos conflitos no Oriente Médio, o custo do combustível saltou de 35% para quase 60% do valor total da viagem.
“Não estamos apenas perdendo dinheiro, estamos indo à falência trabalhando. Recebemos o pagamento do frete em 60 ou 90 dias, mas pagamos o diesel à vista e com preço de ouro”, desabafam lideranças do movimento em General Villegas.
A paralisação já reflete nas prateleiras e nos terminais portuários:
| Ponto Crítico | Situação Atual |
| Principais Províncias | Bloqueios em Buenos Aires, Córdoba e Santa Fe. |
| Reivindicação | Atualização imediata da tarifa de frete e subsídio ao diesel. |
| Resposta do Governo | Envio de forças policiais para liberar pontos estratégicos. |
| Risco Econômico | Interrupção da entrada de dólares via exportação de grãos. |
O governo do presidente Javier Milei tem respondido com uma política de “tolerância zero” aos bloqueios totais. Forças de segurança foram enviadas a locais estratégicos para garantir o trânsito de pessoas e bens básicos. No entanto, os manifestantes utilizam a estratégia de “bloqueios intermitentes”, liberando apenas veículos de passeio e ambulâncias, o que mantém o transporte de carga paralisado.
A falta de um acordo sobre a nova tabela de fretes ameaça interromper a logística da colheita principal. Sem um reajuste que acompanhe a inflação dos insumos, os sindicatos de transportadores autônomos prometem manter a pressão. Para o Brasil, a situação é preocupante, já que a Argentina é um parceiro comercial chave e qualquer interrupção em Rosário ou nos corredores do Mercosul afeta diretamente o fluxo de mercadorias entre os dois países.
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