
Foto: Reprodução / Ricardo Stuckert/PR
Desde a campanha eleitoral de 2022, a relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os caminhoneiros tem sido monitorada de perto. A categoria, que possui um peso político decisivo no Brasil, recebeu uma série de promessas focadas no custo operacional e na qualidade de vida.
Agora, em abril de 2026, com o mandato entrando em sua reta final, o cenário é de avanços em algumas áreas e estagnação em outras. Confira o balanço do que foi cumprido e o que permanece na lista de cobranças.
Uma das principais bandeiras de campanha era o “abrasileiramento” dos preços dos combustíveis, abandonando o Preço de Paridade de Importação (PPI).
Lula prometeu retomar os investimentos em infraestrutura para reduzir o custo de manutenção dos veículos.
A revisão da tabela mínima do frete e a criação de pontos de parada dignos eram exigências centrais.
| Promessa de Campanha | Situação Atual | Percepção da Categoria |
| Fim do PPI (Combustíveis) | Implementado em nova política | Alívio, mas preço ainda é alto. |
| Crédito via BNDES (Finame) | Linhas de crédito reabertas | Bom para frotistas, difícil para autônomos. |
| Pontos de Parada e Descanso | Expansão lenta via concessões | Insatisfatória na maioria das BRs. |
| Renovação de Frota | Programa de incentivo lançado | Baixa adesão devido aos preços dos veículos. |
A promessa de simplificação tributária através da Reforma Tributária começou a ser implementada, mas o período de transição em 2026 ainda gera dúvidas sobre o real impacto no setor de serviços de transporte. A manutenção da desoneração de impostos federais sobre o diesel foi uma vitória política importante para o governo, evitando greves em momentos de tensão.
Apesar dos esforços institucionais, o sentimento nas estradas é misto. Enquanto as grandes transportadoras elogiam a estabilidade institucional e as linhas de crédito para novos caminhões Euro 6, o caminhoneiro autônomo ainda luta contra a insegurança (roubo de cargas) e a baixa rentabilidade.
“O governo olhou para as estradas, mas esqueceu que o caminhoneiro precisa de segurança para dormir e preço justo para comer. O asfalto melhorou em alguns lugares, mas o medo de ser assaltado só aumentou”, comenta um motorista de cooperativa.
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