Caminhão

Caminhões com mais de 20 anos podem sair das estradas e preocupar caminhoneiros

Programa de renovação de frota reacende debate sobre caminhões velhos, custo de troca e futuro do caminhoneiro nas estradas.

O assunto dos caminhões antigos voltou a mexer com muitos motoristas que vivem da estrada. A ideia de renovar a frota no Brasil ganhou força porque muitos veículos velhos ainda rodam todos os dias, puxando carga pesada, encarando serra, buraco, espera em posto fiscal e viagem longa com manutenção cara.

Pelo que vem sendo discutido, o foco não é simplesmente tirar todo caminhão antigo da rua de uma vez. A proposta é incentivar a troca por modelos mais novos, mais econômicos e menos poluentes. Também existe a ideia de retirar de circulação caminhões com idade mais alta, principalmente quando eles forem encaminhados para desmontagem ou reciclagem, dentro das regras do programa de renovação.

Para o caminhoneiro, isso pode ser bom e ruim ao mesmo tempo. Um caminhão mais novo pode gastar menos diesel, quebrar menos e dar mais segurança na estrada. Mas a realidade é que muita gente ainda depende do caminhão antigo porque não tem dinheiro sobrando para financiar outro. Quem roda por conta própria sabe que o frete nem sempre paga direito, o pneu pesa no bolso, a oficina cobra caro e qualquer dia parado vira prejuízo.

O medo de quem tem caminhão velho

Muitos motoristas ficam preocupados porque o caminhão antigo, mesmo cansado, ainda é a ferramenta de trabalho. Tem caminhoneiro que comprou usado, foi arrumando aos poucos e depende dele para levar comida para casa. Por isso, qualquer mudança precisa olhar para a realidade de quem está na boleia, não só para números bonitos no papel.

Se o incentivo funcionar de verdade, com crédito acessível e condição justa, pode ajudar quem quer trocar de caminhão, mas nunca conseguiu. Agora, se virar só mais uma pressão sem apoio real, o caminhoneiro pequeno pode ser o mais prejudicado. No fim, renovar a frota pode melhorar a segurança e reduzir problemas na estrada, mas precisa ser feito com cuidado para não tirar o ganha-pão de quem já enfrenta frete baixo, espera longa e custo alto todos os dias.

Ildemar Ribeiro

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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