Caminhoneiro

Hoje não existe liberdade para trabalhar, diz caminhoneiro com 42 anos de estrada

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Aos 70 anos de idade e com 42 anos vivendo no caminhão, o caminhoneiro Paulo desabafou sobre as mudanças que viu nas estradas brasileiras ao longo das décadas. Segundo ele, a profissão perdeu a liberdade que existia antigamente e hoje o motorista enfrenta pressão constante durante as viagens.

Paulo afirmou que um dos maiores problemas atuais é a falta de estrutura para cumprir a lei do descanso. Ele contou que muitas vezes o caminhoneiro roda horas procurando vaga em posto e acaba sem lugar para parar o veículo.

Durante a conversa, ele também reclamou da cobrança rígida em relação ao horário de parada, mesmo quando acontecem acidentes, congestionamentos ou problemas mecânicos no meio da viagem. Para ele, quem cria as regras muitas vezes não conhece a realidade da estrada.

O caminhoneiro lembrou ainda que antigamente os postos recebiam melhor os motoristas, oferecendo local para parada, refeições e apoio durante as viagens. Hoje, segundo ele, muitos estabelecimentos não querem caminhão parado sem abastecimento.

Paulo também falou sobre os altos custos do trecho, aumento de pedágios e dificuldades financeiras mesmo após aposentado. Segundo ele, o valor da aposentadoria não é suficiente nem para comprar remédios, obrigando muitos motoristas mais velhos a continuar na boleia.

Mesmo cansado da rotina pesada, ele disse que não pretende abandonar o caminhão tão cedo. Dono de uma Scania 112 de 1991, Paulo afirmou que ainda gosta da estrada e pretende seguir trabalhando enquanto tiver condições.

Assista a reportagem:

Redação: Brasil do Trecho / Informações: Jaime Alves

Sobre o autor

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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