Caminhoneiro

Caminhoneiro revela quanto fatura com seu caminhão 3/4

Antes de conseguir clientes exclusivos e rodar o Brasil com um caminhão 3/4, o caminhoneiro Rodrigo passou por momentos difíceis no transporte. Em entrevista ao canal do Gordex, ele contou que começou praticamente sem experiência, enfrentou dias parados sem frete e quase perdeu a van financiada para o banco.

Natural de Altônia, no Paraná, Rodrigo mora há mais de 20 anos em Indaiatuba, interior de São Paulo. Antes da estrada, a vida dele era completamente diferente. Ele trabalhou durante 14 anos em grandes empresas da indústria, como Bosch e Unilever.

Depois disso, tentou outras áreas, trabalhou como motorista executivo e também vendeu roupas junto com a esposa. Foi justamente nessa época que apareceu a oportunidade de entrar no transporte.

Um primo ofereceu uma Renault Master carroceria financiada e Rodrigo decidiu assumir o veículo, mesmo sem conhecer praticamente nada da profissão.

No começo, a situação foi complicada. O caminhoneiro conta que fazia um frete e chegava a ficar até 20 dias parado esperando aparecer outro serviço.

Sem clientes e sem experiência, ele precisava usar o dinheiro das vendas de roupas para conseguir manter as contas em dia.

Durante uma viagem para Mato Grosso, Rodrigo ainda enfrentou um prejuízo pesado após abastecer a van com diesel comum em vez de S10. O erro acabou danificando os bicos injetores e gerou um gasto de cerca de R$ 6 mil.

Segundo ele, foi um dos momentos mais difíceis da trajetória.

Mesmo com os problemas, Rodrigo não desistiu. Ele começou a visitar empresas pessoalmente em distritos industriais para entregar cartões e buscar clientes. Aos poucos, foi criando contatos e conquistando espaço no mercado.

Depois da Master, ele comprou uma Iveco Daily carroceria, veículo que ficou durante cinco anos. Nesse período, rodou cerca de 350 mil quilômetros pelo Brasil transportando principalmente empilhadeiras elétricas e cargas pesadas.

Com o aumento dos serviços, surgiu a oportunidade de subir de categoria e adquirir o atual caminhão 3/4 carroceria com 6,15 metros de comprimento.

Hoje, quase nove anos depois do início na estrada, Rodrigo trabalha principalmente com clientes exclusivos e afirma que consegue viajar já com o valor de ida e volta fechado, sem depender totalmente de frete de retorno.

Segundo ele, esse modelo trouxe mais segurança para o trabalho.

O caminhoneiro também revelou números do faturamento atual. Em meses normais, afirma que a média varia entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. Já no melhor período desde que entrou no transporte, chegou a faturar mais de R$ 60 mil após rodar cerca de 18 mil quilômetros no mês.

Apesar dos resultados, Rodrigo deixou claro que a rotina da estrada continua pesada.

Para ele, o mais difícil da profissão é ficar longe da família por vários dias seguidos. O caminhoneiro também reclamou das condições encontradas nas rodovias, principalmente em viagens para o Nordeste, citando postos caros, banheiros ruins, alimentação difícil e estradas em situação complicada.

Mesmo assim, ele afirma que continua na profissão pela necessidade e também pelo gosto pela estrada.

Durante a entrevista, Rodrigo ainda aconselhou quem pensa em entrar no transporte a evitar financiamentos altos e parcelas apertadas, principalmente para quem ainda não possui clientes fixos.

Segundo ele, o ideal é começar com cautela para não transformar o sonho do caminhão próprio em uma dívida difícil de manter.

Esta publicação foi modificada pela última vez em 24 de maio de 2026 17:14

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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