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Caminhoneiro PRF

PRF persegue caminhoneiros? Inspetor responde críticas e explica como funciona a fiscalização

2 minutos de leitura
CAMINHONEIROS-PRF
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O inspetor Flávio Catarucci, da área de Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal (PRF), respondeu a uma das críticas mais frequentes feitas por caminhoneiros: a de que a corporação estaria perseguindo os profissionais durante as fiscalizações nas rodovias.

Em entrevista ao repórter Jaime Alves, do canal Vida de Estradeiro, Catarucci foi direto ao afirmar que a PRF não atua para perseguir caminhoneiros. Segundo ele, a missão da corporação é fiscalizar o cumprimento da legislação de trânsito e reduzir os riscos de acidentes envolvendo veículos de grande porte.

Para o inspetor, o caminhão é um equipamento de alto risco e qualquer irregularidade pode ter consequências muito maiores do que em veículos leves. Por isso, a fiscalização sobre documentação, excesso de peso, jornada de trabalho e condições do veículo faz parte da rotina da PRF nas rodovias federais.

Um dos assuntos que mais gera reclamações entre os motoristas é a Lei do Descanso. Muitos caminhoneiros afirmam que faltam pontos de parada com estrutura adequada para cumprir as 11 horas de repouso exigidas pela legislação. Sobre esse tema, Flávio Catarucci explicou que a obrigatoriedade não foi criada pela PRF, mas decorre de uma decisão da Justiça, cabendo à corporação apenas fiscalizar o seu cumprimento.

O inspetor também esclareceu que existe orientação para que os policiais considerem situações em que o motorista atinge o limite de direção em locais sem estrutura para descanso. Nesses casos, pode haver tolerância para que o caminhoneiro siga até um ponto de apoio seguro antes de iniciar o período obrigatório de repouso.

Durante a entrevista, Catarucci reforçou que o planejamento da viagem é fundamental para evitar problemas durante a fiscalização. Segundo ele, sempre que possível, o motorista deve organizar o trajeto considerando postos de abastecimento, alimentação e locais adequados para realizar as paradas obrigatórias.

Mesmo com os esclarecimentos, o debate continua dividindo opiniões entre os caminhoneiros. Enquanto parte da categoria considera que a fiscalização é excessiva, a Polícia Rodoviária Federal defende que o objetivo das abordagens é preservar vidas e garantir que o transporte de cargas ocorra com mais segurança para todos os usuários das rodovias.

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Comentários

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  1. Na prática será que é isso mesmo?

    1. Infelizmente nos caminhoneiros somo tratados igual cachorro ou até pior.

Sobre o autor

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.