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Transportadoras estão trabalhando com a margem no limite

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Transportadoras estão trabalhando com a margem no limite

O setor de transporte começou 2026 vivendo uma conta difícil de fechar. Enquanto diesel, pedágio, manutenção e peças continuam subindo, o valor do frete não consegue acompanhar o mesmo ritmo. O resultado é uma pressão cada vez maior em cima de transportadoras e caminhoneiros autônomos.

Hoje o diesel representa cerca de 35% do custo de uma operação de transporte. Qualquer aumento nas bombas acaba batendo direto no bolso de quem vive do caminhão. Em março, o preço médio do Diesel S10 chegou perto de R$ 6,90 por litro, obrigando até a ANTT a atualizar novamente a tabela do piso mínimo do frete.

Mesmo tendo reajustes na tabela, muita empresa ainda relata dificuldade para repassar os aumentos aos clientes. Em vários casos, o embarcador pressiona o valor para baixo e acaba vencendo pela concorrência alta no mercado.

Além do combustível, outro peso vem dos pedágios, pneus e manutenção. Só uma viagem longa pode consumir milhares de reais antes mesmo do caminhão descarregar. Em algumas rotas de safra, o gasto com pedágio já passa fácil de R$ 1 mil por viagem.

O cenário também vem afetando a renovação de frota. Com juros altos e caminhões mais caros, muitas empresas preferem continuar rodando com veículos antigos para evitar novos financiamentos.

Enquanto isso, transportadoras seguem trabalhando com margem apertada e tentando equilibrar combustível, oficina, pneus, impostos e parcelas dos caminhões sem deixar o frete escapar para a concorrência.

Sobre o autor

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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