Carro

Honda Civic G8 completa 20 anos com visual que ainda parece atual

O Honda Civic G8 chegou ao mercado com cara de carro vindo de outra época. Em 2006, o sedã apareceu com frente baixa, faróis finos, traseira curta e um perfil que parecia mais esportivo do que familiar. Duas décadas depois, ele ainda consegue parar olhares em postos, oficinas, encontros de carros e anúncios de usados.

A força do modelo não veio apenas do desenho. O interior também mexeu com a cabeça de muita gente. O painel em dois andares, com velocímetro digital na parte superior, virou uma das marcas registradas do New Civic. Para quem saía de sedãs mais conservadores, entrar no Civic G8 dava a sensação de estar em um carro mais moderno e mais caro.

No Brasil, o modelo ficou conhecido principalmente nas versões LXS e EXS. O motor 1.8 de 140 cv entregava desempenho honesto para o dia a dia e bom fôlego em viagem. O câmbio automático de cinco marchas, a direção direta e a suspensão mais firme ajudaram a criar uma imagem de carro estável, gostoso de guiar e com pegada diferente dentro da categoria.

O Civic G8 também ganhou fama pela confiabilidade. É comum encontrar unidades com alta quilometragem ainda em uso diário, principalmente quando receberam manutenção correta. Para quem roda bastante, isso pesa. O carro pode não ser barato de manter como modelos populares, mas a construção sólida ajuda a explicar por que tantos donos ainda defendem o sedã.

Nem tudo é perfeito. O porta-malas de 340 litros sempre foi um ponto fraco para famílias que viajam com muita bagagem. A suspensão firme também pode incomodar em ruas ruins, lombadas e trechos remendados. Ainda assim, esses detalhes não apagaram o brilho do modelo.

Hoje, o Civic G8 virou uma mistura de usado desejado, carro de fã e lembrança de uma fase ousada da Honda. Ele marcou uma virada no segmento porque mostrou que um sedã médio podia ser confiável, bem equipado e visualmente chamativo ao mesmo tempo. Vinte anos depois, o desenho ainda envelheceu melhor do que muito carro mais novo.

Esta publicação foi modificada pela última vez em 30 de maio de 2026 19:22

Ildemar Ribeiro

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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