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Carro

BYD faz história e força marcas tradicionais a baixarem os preços

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BYD faz história e força marcas tradicionais a baixarem os preços
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Os carros chineses deixaram de ser coadjuvantes e passaram a mexer de verdade com o bolso de quem procura um zero-quilômetro no Brasil. A maior prova veio no primeiro semestre de 2026, quando a BYD terminou como a quarta marca de automóveis mais vendida do país, com 98.655 emplacamentos e 9,08% de participação. Em junho, a empresa repetiu a quarta posição e ficou atrás apenas de Volkswagen, Fiat e Chevrolet.

O avanço aconteceu rápido. No ranking de junho da Fenabrave, três modelos da BYD apareceram entre os dez automóveis mais vendidos: Song, Dolphin Mini e Dolphin. Outros chineses, como Geely EX2, GWM Haval H6, Caoa Chery Tiggo 5X e Jaecoo 7, também entraram entre os 30 primeiros. Isso mostra que a procura já não está presa a um único carro ou a uma pequena faixa de preço.

O efeito chegou às marcas tradicionais. Com SUVs híbridos e elétricos chineses custando perto de R$ 150 mil, modelos produzidos ou vendidos há anos no Brasil começaram a receber cortes, bônus e condições mais agressivas. A briga agora acontece na vitrine e, principalmente, na negociação dentro da concessionária.

Um dos casos mais claros foi o Volkswagen T-Cross. Mesmo sendo líder de vendas, o SUV teve redução de R$ 10 mil em quase todas as versões. A configuração 200 TSI passou de R$ 161.490 para R$ 151.490. Já o Fiat Fastback Impetus Hybrid, tabelado em R$ 173.490, apareceu em campanha por R$ 134.990, desconto de R$ 38.500, conforme condições divulgadas em julho.

A queda também atingiu modelos de outras marcas. O Mitsubishi Outlander PHEV teve redução de R$ 55 mil, enquanto o Suzuki e-Vitara ficou R$ 50 mil mais barato. Entre as próprias chinesas, o GWM Ora 03 recebeu bônus de R$ 20 mil e passou a disputar cliente na mesma faixa do BYD Dolphin.

Para quem pretende comprar, a mudança abre espaço para pesquisar mais e negociar melhor. O preço de tabela deixou de contar toda a história. Bônus na troca, desconto à vista, taxa menor e carro usado valorizado viraram armas para segurar o consumidor antes que ele atravesse a rua e entre na loja de uma marca chinesa.

Essa disputa também mexe com o mercado de usados. Quando o zero-quilômetro recebe corte grande, o seminovo perde valor mais rápido. Por isso, o comprador encontra ofertas melhores, mas precisa olhar com atenção para seguro, manutenção, rede de assistência e valor de revenda antes de fechar negócio.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.