
Foto: reprodução / Internet
Os números de 2026 mostram um mercado de caminhões bem dividido no Brasil. De um lado, marcas grandes seguem vendendo bastante. Do outro, algumas quase não aparecem no emplacamento. Segundo o balanço da Fenabrave acumulado até março de 2026, as marcas Sinotruck CNHTC, International e Peterbilt tiveram apenas 1 caminhão emplacado cada uma no país. Ou seja, ficaram empatadas como as que menos venderam caminhões novos no período.
Enquanto isso, Mercedes-Benz liderou o acumulado até março com 5.949 caminhões, seguida pela Volkswagen Caminhões e Ônibus com 5.649 unidades, Volvo com 4.002, Scania com 2.238, Iveco com 1.927 e DAF com 1.556. Esses números mostram que o mercado ficou concentrado nas marcas mais fortes e mais presentes nas estradas brasileiras.
Para o caminhoneiro, esse tipo de dado mostra uma coisa simples: nem toda marca que aparece no mercado consegue ganhar espaço de verdade na estrada. Na hora de comprar caminhão, pesa muito a confiança, oficina por perto, peça disponível, consumo, valor de revenda e facilidade de manutenção. Quem vive de frete não pode ficar parado esperando peça difícil, porque caminhão parado vira prejuízo.
O mercado também não começou o ano fácil. A Fenabrave registrou 21.750 caminhões emplacados de janeiro a março de 2026, contra 26.946 no mesmo período de 2025. Isso representa queda de 19,28% no acumulado. Na prática, transportadoras e autônomos continuam fazendo conta antes de comprar. Caminhão novo está caro, financiamento pesa e muita empresa segura investimento quando o frete não dá segurança.
Mesmo com tecnologia, modelos novos e promessa de economia, o caminhoneiro olha primeiro para a realidade da estrada. Se a marca não tem assistência, se a peça demora ou se a revenda é fraca, fica difícil apostar. Por isso, vender só 1 caminhão em três meses mostra que algumas montadoras ainda estão muito longe de disputar espaço com as marcas que o motorista já conhece no trecho.
As vendas mostram que o setor ainda está segurando investimento, mesmo com caminhão parado, carga esperando e falta de gente…
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