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Aline mostra quanto gastou após abrir motor do Scania NTG 2022 com apenas 400 mil km

A caminhoneira Aline resolveu mostrar detalhadamente quanto gastou após precisar abrir o motor do seu Scania NTG 2021/2022 com apenas 400 mil quilômetros rodados. O valor assustou até seguidores acostumados com manutenção pesada: segundo ela, o prejuízo passou dos R$ 50 mil.

O problema começou depois que Aline percebeu pequenos vazamentos na lateral do motor. No início parecia algo simples, mas ao levar o caminhão para avaliação descobriu que o defeito vinha da vedação da camisa do motor.

Assista o video:

Segundo a caminhoneira, vários mecânicos apontaram que alguns modelos da linha NTG vêm apresentando esse tipo de falha prematura. Ela explicou que sempre realizou revisões corretamente, usando peças originais e manutenção dentro da concessionária.

Aline contou que precisou fazer uma parcial do motor, com troca das seis camisas e das borrachas de vedação. Como houve desgaste na região do bloco, também foi necessário usar camisas sobremedida para garantir o encaixe correto.

Durante o vídeo, ela mostrou peças antigas do motor e explicou que o problema poderia ter sido ainda pior caso continuasse rodando sem reparo. Isso porque o vazamento poderia misturar água com óleo e comprometer todo o conjunto do motor.

A mão de obra ficou em pouco mais de R$ 13 mil, incluindo desmontagem, limpeza, frenagem do bloco, troca de óleo e montagem do motor. Já as peças originais compradas na Scania passaram de R$ 33 mil.

Entre os itens mais caros estavam o jogo de anéis do pistão, que custou cerca de R$ 7 mil, e as camisas do cilindro, que ultrapassaram R$ 11 mil.

Ela ainda teve outros gastos paralelos, como limpeza do radiador, revisão e troca de componentes da carreta.

Mesmo abalada com a situação, Aline afirmou que decidiu compartilhar os valores para alertar outros donos de caminhão sobre sinais que não devem ser ignorados. Ela reforçou que pequenos vazamentos próximos ao bloco podem indicar problemas maiores no sistema de arrefecimento e vedação do motor.

A caminhoneira também revelou que ficou desanimada com a situação e chegou a comentar que pensa em trocar de marca futuramente por trabalhar constantemente com cargas pesadas.

Esta publicação foi modificada pela última vez em 15 de maio de 2026 08:25

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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