
Foto: Reprodução / radio onibus
O ônibus mais caro do Brasil não costuma ser um modelo urbano comum, daqueles usados no dia a dia das cidades. O topo desse mercado fica com os rodoviários de dois andares, conhecidos como double decker, feitos para viagens longas, turismo, fretamento executivo e linhas de alto padrão.
Entre os nomes mais fortes nessa faixa está o Marcopolo Paradiso G8 1800 DD, um ônibus de dois pisos que aparece em anúncios recentes com valores acima de R$ 2,1 milhões, dependendo do ano, do chassi, da quilometragem e da configuração interna. Em um anúncio de mercado, uma unidade 2025 com chassi Scania K 500 8×2 foi anunciada por cerca de R$ 2,23 milhões. Outro anúncio de uma unidade 2024/2025 com chassi Volvo B510 aparece por R$ 2,12 milhões.
Esse valor alto vem da soma de carroceria, chassi pesado, acabamento interno, tecnologia embarcada e capacidade para levar mais passageiros com conforto. O Paradiso G8 1800 DD é o maior modelo da família Paradiso, pode ter configuração 6×2 ou 8×2 e mede entre 14 e 15 metros de comprimento, com 4,10 metros de altura e 2,60 metros de largura. A própria Marcopolo destaca que o modelo foi feito para longas distâncias, linhas rodoviárias e turismo, com ampla possibilidade de customização.
Esse tipo de ônibus custa caro porque não é apenas um veículo grande. Ele precisa entregar conforto para passageiro, espaço de bagagem, ar-condicionado forte, poltronas leito ou semileito, tomadas USB, banheiro, geladeira, sistema de entretenimento e estrutura para aguentar viagem pesada. Para a empresa, o preço também pesa na conta do seguro, manutenção, pneu, diesel, pedágio e parada em oficina.
Para quem trabalha no setor, um ônibus desse porte muda a operação. Ele pode atender rotas longas com mais conforto, viagens de turismo e serviços premium, mas também exige escala para fechar a conta. Um veículo parado por manutenção, por falta de passageiro ou por atraso na viagem representa prejuízo alto.
Além do preço, o Paradiso G8 1800 DD também chama atenção pela estrutura. O modelo atende norma internacional de resistência em caso de tombamento e usa aços de alta resistência, ponto importante para veículos grandes que rodam cheios e enfrentam longas jornadas.
Hoje, não existe uma tabela única e oficial que crava apenas um ônibus como o mais caro do país, porque o valor muda conforme configuração, chassi e mercado. Mas, entre os modelos rodoviários vendidos no Brasil, o Marcopolo Paradiso G8 1800 DD aparece com força entre os mais caros e desejados do setor.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 23 de maio de 2026 16:31
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