Pesquisa mostra cenário atual do transporte e revela que falta de motoristas está cada vez mais próxima

Um estudo atualizado em 2026 por Selmo Oliveira mostra que a falta de motorista está bem proxima. O levantamento mostra que o país enfrenta uma redução cada vez maior no número de motoristas profissionais e que a situação pode se tornar ainda mais complicada nos próximos anos.
Segundo os dados apresentados, o Brasil perdeu cerca de 1,2 milhão de condutores habilitados para veículos pesados entre 2015 e 2025. O número de profissionais caiu de 5,5 milhões para 4,3 milhões no período.
Outro dado que preocupa o setor é a idade média da categoria, atualmente entre 46 e 50 anos. Ao mesmo tempo, poucos jovens estão entrando na profissão. O estudo aponta que menos de 10% dos motoristas têm menos de 30 anos.
Empresas do transporte rodoviário também relatam dificuldade para preencher vagas abertas. Em muitos casos, os processos de contratação estão demorando meses por falta de candidatos interessados.
O levantamento explica que, anos atrás, muitas empresas formavam profissionais dentro das próprias garagens. Era comum trabalhadores começarem como cobradores, ajudantes ou lavadores e depois seguirem para a função de motorista. Com mudanças no setor e avanço da automação, esse caminho praticamente desapareceu.
Entre os principais motivos para o desinteresse estão o custo elevado para conseguir habilitação nas categorias profissionais, o tempo longe de casa, desgaste físico, pressão nas viagens, insegurança nas rodovias e a busca por profissões consideradas mais estáveis.
O estudo também mostra que muitos profissionais estão migrando para outras áreas, como agronegócio, mineração e serviços urbanos.
Outro ponto citado envolve a participação feminina. Hoje, mulheres representam apenas uma pequena parte dos motoristas profissionais no país. O documento afirma que falta estrutura adequada nas estradas e que ainda existe resistência dentro do próprio setor.
Mesmo assim, algumas empresas já começaram projetos para aumentar a presença feminina nas operações.
A projeção apresentada pelo estudo aponta que boa parte dos atuais motoristas deve deixar a profissão nos próximos anos, enquanto a entrada de novos profissionais continua baixa.
Entre as medidas sugeridas estão programas para facilitar o acesso à CNH profissional, incentivo à formação de novos motoristas, melhoria das condições de trabalho e adaptação da rotina para permitir mais tempo junto da família.
O levantamento também destaca que o transporte rodoviário continua sendo um dos principais responsáveis pela movimentação de passageiros e mercadorias no país, aumentando a preocupação do setor com a falta de profissionais.
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Redação: Brasil do Trecho – Informações: Selmo Oliveira
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