BYD ganha força nos ônibus elétricos da América Latina e lidera maio no Brasil

A BYD ganhou mais força no mercado de ônibus elétricos e passou a ocupar um espaço cada vez maior no transporte urbano da América Latina. A marca chinesa aparece como a maior fornecedora desse tipo de veículo na região, em um momento em que várias cidades começam a trocar parte da frota a diesel por modelos de emissão zero.
O avanço não acontece apenas fora do Brasil. Em maio de 2026, a BYD também liderou os emplacamentos de ônibus elétricos no país. Foram 59 unidades registradas no mês, o que representou 44,7% do segmento. Ao todo, o mercado brasileiro somou 132 ônibus elétricos emplacados no período, o melhor resultado mensal do ano até agora.
No acumulado de janeiro a maio, a disputa ainda mostra outro cenário. A Eletra-Caio aparece na frente, com 149 unidades e 47,91% de participação. A BYD vem logo depois, com 95 ônibus e 30,55%. Esse detalhe mostra que o mercado brasileiro ainda tem concorrência forte, mesmo com o crescimento rápido da fabricante chinesa.
Na América Latina, os números mostram uma virada importante. A frota regional chegou a mais de 9 mil ônibus elétricos em 2025, com alta de 40% em relação ao ano anterior. Chile, Colômbia e Brasil concentram boa parte desses veículos, principalmente em grandes centros urbanos, onde a demanda por transporte coletivo limpo cresce com mais velocidade.
A presença chinesa nesse setor é muito forte. Marcas da China respondem por grande parte dos ônibus elétricos em circulação na região, e a BYD tem a maior fatia entre elas. O resultado ajuda a explicar por que a empresa vem tratando o transporte pesado como uma área estratégica, além dos carros de passeio elétricos e híbridos.
No Brasil, São Paulo segue como principal vitrine dessa mudança. A capital concentra a maior parte da frota elétrica nacional e virou referência para outras cidades que estudam renovar seus coletivos. O interesse passa por menor ruído, redução de emissões e custo de operação mais previsível ao longo do tempo.
A chegada de mais ônibus elétricos também pressiona o país a avançar em infraestrutura. Garagens precisam de carregadores, redes elétricas mais preparadas e planejamento para manter a frota rodando sem afetar a operação diária. É nessa etapa que a disputa entre fabricantes deve ficar ainda mais forte nos próximos anos.
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