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Mais de 50% das empresas de ônibus já sentem falta de motoristas

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Mais de 50% das empresas de ônibus já sentem falta de motoristas

A falta de motorista de ônibus virou um dos temas mais delicados para as empresas de transporte no Brasil. O dado que ajuda a medir o tamanho do aperto é forte: 53,4% das viações urbanas e metropolitanas relatam dificuldade para encontrar motoristas capacitados. No transporte intermunicipal, o quadro também pesa, com 66,2% dos empresários apontando a falta desses profissionais como a principal carência do setor.

Não existe, até o momento, um ranking nacional público que diga oficialmente qual estado tem a maior falta de motoristas de ônibus. Mas, quando o assunto é volume, São Paulo aparece como o ponto mais sensível dessa conta. O motivo está no tamanho do sistema. Só a capital paulista opera uma das maiores redes de ônibus do mundo, com mais de 13 mil veículos, mais de 1,3 mil linhas e cerca de 7 milhões de passageiros transportados em um dia útil.

Esse tamanho faz com que qualquer dificuldade de contratação fique mais pesada. Uma empresa pequena pode sentir a falta de um motorista no dia a dia, mas em uma operação gigante, cada vaga aberta mexe com escala, garagem, linha, intervalo e atendimento ao passageiro. Em São Paulo, a demanda é diária, contínua e não para nem de madrugada, já que há linhas noturnas em funcionamento.

A profissão também ficou menos atrativa para parte dos trabalhadores. Jornada pesada, trânsito intenso, pressão por horário, responsabilidade com passageiros e exigência de habilitação específica tornam a reposição mais difícil. Para completar, muitas empresas passaram a investir em formação interna, justamente porque o mercado não entrega profissionais prontos no ritmo necessário.

A falta de motorista não significa apenas ônibus parado na garagem. Ela pode aparecer em intervalos maiores, remanejamento de funcionários, dificuldade para ampliar linhas e mais pressão sobre quem já está trabalhando. No transporte coletivo, o impacto chega rápido ao passageiro, principalmente em cidades grandes, onde milhares de pessoas dependem do ônibus para trabalhar, estudar e resolver compromissos básicos.

Por isso, São Paulo tende a ser o estado mais pressionado em números absolutos. A crise é nacional, mas o tamanho da frota, a quantidade de linhas e o volume diário de passageiros fazem o problema ganhar outra dimensão no maior mercado de ônibus do país.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.