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A fila de 7 km que mostrou o novo tamanho dos ônibus elétricos em São Paulo

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A fila de 7 km que mostrou o novo tamanho dos ônibus elétricos em São Paulo

São Paulo colocou nas ruas mais uma parte importante do seu plano de troca dos ônibus a diesel por modelos elétricos. A cidade recebeu, de uma só vez, 500 novos coletivos movidos a eletricidade, em uma entrega que ganhou destaque pelo tamanho da operação e pelo impacto visual na Marginal Tietê.

Os veículos foram alinhados em duas filas paralelas e ocuparam cerca de 7,2 quilômetros da via. Se todos fossem colocados em uma única fila, a extensão passaria de 14 quilômetros. A imagem ajuda a mostrar a escala da renovação, já que o lote entregue sozinho é maior do que a frota elétrica estimada em várias cidades brasileiras fora da capital paulista.

Com os 500 novos ônibus, São Paulo passa a ter 1.759 veículos elétricos no sistema municipal. Desse total, 1.570 são ônibus a bateria e 189 são trólebus. A cidade afirma ter a maior frota elétrica de ônibus do Brasil e uma das maiores operações desse tipo no mundo.

A entrega também chama atenção pelo efeito direto no consumo de combustível. A previsão é que os 500 veículos deixem de usar cerca de 20 milhões de litros de diesel por ano. A estimativa da prefeitura aponta ainda redução anual de mais de 45 mil toneladas de CO₂, além de queda na emissão de óxidos de nitrogênio e material particulado, poluentes ligados à piora da qualidade do ar.

O novo lote tem modelos de diferentes tamanhos para atender rotas variadas da capital. A frota entregue inclui ônibus mídi, básicos, padron e articulados, com versões de 21 e 23 metros. A ideia é usar cada tipo de veículo conforme a demanda das linhas e a estrutura das garagens.

A renovação faz parte de um programa de investimento estimado em R$ 6,5 bilhões, com recursos de diferentes fontes. O BNDES participa do financiamento de parte dos veículos, em uma operação de R$ 2,5 bilhões voltada à compra de até 1,3 mil ônibus elétricos.

A mudança também altera a rotina de quem dirige e de quem usa o transporte coletivo. Os modelos elétricos são mais silenciosos, não soltam fumaça pelo escapamento e entregam uma viagem com menos vibração. Para uma cidade com cerca de 13 mil ônibus e milhões de passageiros por dia útil, a eletrificação deixa de ser vitrine e começa a virar parte visível do sistema.

Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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