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Ônibus de 1993 encara terra, compras e encomendas em linha rural de Minas

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Ônibus de 1993 encara terra, compras e encomendas em linha rural de Minas

Um ônibus urbano fabricado em 1993 ainda cumpre um papel importante no transporte de moradores do Norte de Minas. O modelo é um Caio Vitória montado sobre chassi Mercedes-Benz OF-1318, usado em uma linha rural que sai de Porteirinha com destino ao povoado de Barreiro Preto, passando por Serranópolis de Minas.

A viagem mostra uma realidade bem diferente do transporte comum das grandes cidades. O veículo não leva apenas passageiros. No caminho, também entram compras de mercado, encomendas, combustível, ração, cimento e outros itens usados por moradores de comunidades mais afastadas. Para muita gente, o ônibus funciona como ligação direta com a cidade, principalmente em dias de compra e resolver compromissos.

A linha tem cerca de 50 km e pode durar aproximadamente três horas, dependendo das paradas e das condições da estrada. Parte do trajeto é feita no asfalto, mas o trecho final inclui cerca de 30 km de terra. Em dias de chuva, o percurso exige ainda mais cuidado, principalmente em passagens estreitas, subidas, áreas com barro e pontos onde o ônibus precisa passar devagar para não bater a dianteira ou raspar em galhos.

O valor citado na viagem fica em torno de R$ 20 até Serranópolis de Minas e R$ 25 até Barreiro Preto. A operação acontece uma vez por semana, com saída pela manhã e retorno no começo da tarde. O embarque também segue um costume típico do interior: em vez de rodoviária tradicional, os passageiros se organizam perto de comércios, mercados e casas de material de construção.

O Caio Vitória ajuda a explicar por que esse tipo de ônibus ainda aparece em serviço rural. Lançado no fim dos anos 1980 para substituir o Caio Amélia, o modelo ficou conhecido pela estrutura resistente, manutenção mais simples e boa adaptação a diferentes chassis. A versão do vídeo tem carroceria urbana, porta pantográfica e interior adaptado para ganhar mais assentos.

Mesmo sendo um ônibus criado para o uso urbano, a altura, a robustez e o conjunto mecânico ajudam no trabalho pesado da zona rural. O motorista precisa cobrar passagem, organizar encomendas, lidar com as paradas e conduzir o veículo em trechos onde um rodoviário mais baixo poderia sofrer mais.

A viagem entre Porteirinha, Serranópolis de Minas e Barreiro Preto mostra que, em várias regiões do Brasil, ônibus antigos continuam sendo essenciais para manter povoados conectados à cidade.

Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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