
Adicionando gasolina no galão de combustível. Foto: Divulgação
O preço do petróleo despencou no mercado internacional, chegando a menos de US$ 80 o barril. Só que isso ainda não se refletiu nos postos de combustível brasileiros. Enquanto o barril custava quase US$ 120 no início do ano, hoje está em US$ 79,61. Mesmo assim, a gasolina segue perto dos R$ 7 por litro, deixando os motoristas no prejuízo.
O problema não é falta de produto, mas sim como a cadeia de distribuição funciona. Parte do diesel que chega ao Brasil é importada, então a queda no petróleo pode fazer esse combustível ficar mais barato mais rápido. Já a gasolina depende de uma rede maior, com margens de lucro embutidas em cada etapa, da refinaria até o posto. Por isso, a redução demora a chegar.
Enquanto isso, os caminhoneiros, que dependem do diesel, podem ser os primeiros a sentir o alívio. Mas para quem abastece com gasolina, a espera continua. E não são poucos os que reclamam: só em Goiás, o Procon autuou 219 postos por preços abusivos em quatro meses.
Os fiscais estão de olho. “Tivemos postos com aumento de mais de 45% no litro da gasolina”, contou Marco Palmerston, superintendente do Procon-GO. A fiscalização aumentou, mas o consumidor ainda sente no bolso. A pergunta que fica é: quando, afinal, a gasolina vai ficar mais barata?
Esta publicação foi modificada pela última vez em 17 de junho de 2026 11:35
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