Ponte inaugurada em 2024 de R$ 36 milhões cai e muda o caminho de moradores no Acre

A Ponte Frei Paolino Baldassari caiu em Sena Madureira, no Acre, e deixou a cidade diante de um problema direto de mobilidade. A estrutura passava sobre o Rio Iaco e fazia a ligação entre o Primeiro e o Segundo Distrito, um caminho usado por moradores, carros, motos e serviços do dia a dia.
O desabamento aconteceu no começo da noite de 5 de junho de 2026. De acordo com a nota oficial do governo do Acre, quatro pessoas foram socorridas e levadas ao hospital do município. A gestão estadual também informou que a passagem já havia sido interditada no dia anterior, por medida de segurança.
A ponte tinha virado uma das principais obras de Sena Madureira. Eram 232 metros de extensão e investimento de cerca de R$ 36 milhões, com entrega anunciada no fim de 2023. Para muita gente, ela reduzia o tempo de deslocamento e evitava trajetos mais longos ou travessias por embarcação.
Com a estrutura fora de uso, moradores do Segundo Distrito passaram a depender de alternativas para chegar ao Centro. A travessia influencia a rotina de famílias, comerciantes, estudantes, trabalhadores e condutores que usam a ligação para circular dentro do próprio município.
A Justiça determinou medidas para reduzir o impacto, incluindo a oferta de balsa gratuita para pedestres e veículos. Também foi pedido um cronograma emergencial para a Estrada Mário Lobão, que virou uma rota importante depois da interrupção da ponte.
O Ministério Público do Acre obteve decisão para o bloqueio de bens da Construtora Cidade Ltda. até o limite de R$ 36 milhões. A medida busca preservar recursos para uma possível reparação, caso a empresa seja responsabilizada ao fim da apuração.
A Justiça também determinou a preservação de documentos da obra, como projetos, relatórios de fiscalização, medições e registros técnicos. O Estado deverá apresentar laudo oficial sobre as causas do colapso, além de informações sobre seguros e possíveis danos ambientais.
O governo citou a possibilidade de influência das chamadas terras caídas, fenômeno ligado à erosão das margens de rios amazônicos. A própria apuração, porém, ainda precisa apontar se houve falha de projeto, erro de execução, problema no solo, material inadequado ou soma de fatores.
Por enquanto, o ponto mais importante é que a ponte era nova, custou alto e tinha papel direto na circulação de Sena Madureira. A resposta técnica e judicial vai definir os próximos passos para a reconstrução, a cobrança de responsabilidades e a retomada segura da passagem sobre o Rio Iaco.
