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Falta de caminhoneiros deixa 20 veículos parados no pátio de transportadora

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Falta de caminhoneiros deixa 20 veículos parados no pátio de transportadora

Uma transportadora do ABC Paulista mantém 20 caminhões parados no pátio por não encontrar profissionais para assumir as viagens. A empresa possui uma frota de aproximadamente 100 veículos, o que significa que um em cada cinco caminhões está sem trabalhar por causa da falta de caminhoneiros.

As vagas permanecem abertas há mais de um ano. A dificuldade é ainda maior porque parte da operação envolve produtos químicos e cargas perigosas. Esse tipo de serviço exige experiência, preparo e atenção redobrada, reduzindo o número de candidatos aptos para ocupar os postos disponíveis.

A empresa citada é a Zorzin Logística, localizada em Mauá, na região metropolitana de São Paulo. A diretora administrativa Gislaine Zorzin declarou que cerca de 20 veículos estão no pátio sem motorista. Com os caminhões sem rodar, a transportadora perde capacidade para atender clientes, enquanto veículos de alto valor ficam sem produzir receita.

O cenário encontrado no ABC não é isolado. Uma pesquisa da NTC&Logística aponta que 88% das empresas consultadas enfrentam dificuldade para contratar motoristas e agregados. Entre as transportadoras que confirmaram ter veículos ociosos, a média chega a oito caminhões parados por empresa.

O número da Zorzin fica bem acima da média registrada pelo levantamento. A falta de caminhoneiros passou a limitar novas operações e a renovação das equipes. Empresas conseguem adquirir veículos, mas nem sempre encontram profissionais qualificados para dirigir os caminhões.

Outro obstáculo é a renovação da mão de obra. Parte dos profissionais mais experientes está próxima da aposentadoria, enquanto trabalhadores mais jovens buscam atividades urbanas, entregas de motocicleta ou serviços por aplicativo. Essas opções costumam permitir o retorno diário para casa e jornadas mais previsíveis.

No transporte de produtos perigosos, a contratação é mais cuidadosa. Além da habilitação adequada, a empresa precisa avaliar experiência, histórico profissional e preparo para seguir procedimentos de segurança. O processo reduz a quantidade de candidatos disponíveis e pode manter uma vaga aberta durante meses.

Com 20% da frota parada, a transportadora precisa reorganizar escalas e priorizar serviços. Os caminhões disponíveis passam a atender as cargas mais urgentes, enquanto novas demandas dependem da contratação de profissionais.

No levantamento, a falta de mão de obra qualificada apareceu como a segunda maior barreira ao crescimento das transportadoras, citada por 28,1% dos participantes. O índice ficou atrás apenas da piora do mercado interno e superou as dificuldades de acesso a crédito e capital.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.