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Caminhoneiro

Frete abaixo do piso faz multas da ANTT dispararem para R$ 932 milhões

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Frete abaixo do piso faz multas da ANTT dispararem para R$ 932 milhões

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) encerrou o primeiro semestre de 2026 com R$ 932,4 milhões em multas ligadas ao pagamento de fretes abaixo do piso mínimo. Entre janeiro e 30 de junho, foram emitidos 270,4 mil autos de infração. Os dados foram fornecidos pela agência ao g1.

O valor é mais de quatro vezes maior que os R$ 221,9 milhões registrados durante todo o ano de 2025. Quando a política do frete mínimo começou, em 2018, a ANTT contabilizou 31 autos, que somaram R$ 69,3 mil. A diferença mostra o tamanho alcançado pelo controle digital das operações de carga.

Cruzamento de dados ampliou o controle

A ANTT relaciona o avanço das autuações à fiscalização eletrônica. Informações declaradas no Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, o MDF-e, podem ser comparadas automaticamente com a tabela vigente. O sistema considera dados como distância, tipo de carga, quantidade de eixos e formato da operação para localizar valores abaixo do mínimo.

Para o caminhoneiro autônomo, o piso serve como proteção contra contratos que não cobrem os custos básicos da viagem. A tabela não estabelece um preço único para qualquer serviço. O cálculo muda conforme o veículo, a carga transportada, os quilômetros percorridos e os custos de carga e descarga.

Em março de 2026, a ANTT atualizou os coeficientes após nova alta do diesel S10. O valor de referência chegou a R$ 7,35 por litro. A legislação prevê revisão semestral e também aciona uma atualização extraordinária quando o combustível varia pelo menos 5%, para cima ou para baixo.

Regras mais rígidas avançaram no Congresso

Em 14 de julho, o Senado aprovou a Medida Provisória 1.343/2026, que amplia os mecanismos de controle do piso mínimo do frete. O texto aprovado torna obrigatório o registro das operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte, o CIOT, e segue para sanção presidencial.

A proposta prevê multa de R$ 100 mil a R$ 1 milhão em caso de reincidência na contratação ou subcontratação abaixo da tabela. O texto também permite suspensão temporária do registro e cancelamento por até 24 meses nas situações mais graves e repetidas.

Os R$ 932,4 milhões divulgados representam o total inicialmente apontado nos autos, e não necessariamente dinheiro já recolhido. Cada autuação abre um processo administrativo, no qual a empresa tem direito de apresentar defesa. Ao fim da análise, a penalidade pode ser confirmada, alterada ou cancelada antes da cobrança definitiva do valor.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.