Mistura de biodiesel no diesel aumentou 50% durante o governo Lula e chegou ao B15

O aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel chegou a 50% durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O percentual passou de 10% para 15%, elevando a participação do biocombustível em todo o diesel comercializado no Brasil.
A mudança aconteceu de forma gradual. Em abril de 2023, a mistura passou para 12%. No início de 2024, o percentual foi elevado para 14%. Já em agosto de 2025 entrou em vigor o B15, que representa 15% de biodiesel e 85% de diesel de origem fóssil.
A ampliação faz parte da política nacional de incentivo aos biocombustíveis e busca ampliar o uso de fontes renováveis de energia. Com isso, o Brasil também aumenta a demanda por matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel, como óleo de soja e gordura animal, setores que têm forte participação do agronegócio.
Para caminhoneiros e empresas de transporte, a principal mudança está na composição do combustível utilizado diariamente. O diesel continua sendo distribuído normalmente pelos postos, mas já chega ao consumidor final com o percentual obrigatório de biodiesel definido pelas autoridades responsáveis pela política energética.
Fabricantes de caminhões, ônibus e veículos movidos a diesel acompanham a evolução da mistura há vários anos. Grande parte dos modelos mais recentes já é desenvolvida para operar com os percentuais atualmente exigidos, desde que sejam respeitadas as recomendações de manutenção e abastecimento previstas por cada montadora.
O aumento também influencia diretamente a cadeia produtiva do biodiesel. Com uma participação maior do combustível renovável na mistura, cresce a necessidade de produção nacional, movimentando indústrias, usinas e produtores rurais responsáveis pelo fornecimento das matérias-primas utilizadas no processo.
Na comparação entre o início do terceiro mandato de Lula e a adoção do B15, a participação do biodiesel passou de 10% para 15%. Embora o avanço tenha sido de cinco pontos percentuais, o crescimento proporcional corresponde a 50% sobre o percentual inicial, tornando essa a maior ampliação da mistura obrigatória registrada no período recente da política brasileira de combustíveis.