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Ônibus

Rio Grande do Sul pode precisar de 4,5 mil motoristas de ônibus com salário de R$ 3 mil

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Rio Grande do Sul pode precisar de 4,5 mil motoristas de ônibus com salário de R$ 3 mil

O Rio Grande do Sul pode precisar contratar entre 3 mil e 4,5 mil motoristas de ônibus até 2030. A projeção considera a substituição de profissionais que deixarem a atividade, as novas contratações e uma possível ampliação dos serviços urbanos, intermunicipais, escolares e de fretamento.

Essa estimativa não representa um levantamento oficial de vagas futuras. O cálculo foi feito a partir do tamanho atual da categoria e da movimentação recente do emprego formal. Até julho de 2025, o estado reunia cerca de 9.665 motoristas de ônibus urbano, com saldo positivo de 462 contratações no acumulado daquele ano.

Caso entre 20% e 30% desse quadro precise ser renovado durante cinco anos, seriam necessárias de 1.933 a 2.900 contratações apenas para reposição. A entrada de novos ônibus, o aumento de horários e a abertura de linhas podem acrescentar de mil a 1,5 mil postos, levando a demanda acumulada para perto de 4,5 mil profissionais.

O salário também ajuda a mostrar como está o mercado. Dados do Indeed apontam um salário-base médio de R$ 3.015 por mês para motorista de ônibus no Rio Grande do Sul. O valor foi calculado a partir de 92 salários informados e estava atualizado em julho de 2026.

Outro levantamento, baseado em registros do eSocial e da Rais até julho de 2025, apresentou remuneração média de R$ 3.340,81 para motoristas urbanos no estado. A faixa mais comum aparecia entre R$ 2.581 e R$ 3.882,57, enquanto os 5% mais bem pagos chegavam a aproximadamente R$ 4.603,90.

A diferença entre as médias acontece porque cada pesquisa utiliza fontes, períodos e amostras diferentes. O pagamento final também muda conforme a cidade, a empresa, o tipo de linha, o tempo de experiência, a jornada, as horas extras e os benefícios oferecidos.

Em Porto Alegre, o salário-base dos motoristas estava em R$ 3.412,33 antes do reajuste de fevereiro de 2026. O acordo daquele ano determinou correção pelo INPC acumulado e elevou o vale-alimentação para R$ 42.

A necessidade de profissionais não depende apenas da quantidade de veículos comprados. Parte dos ônibus novos substitui modelos antigos e não cria postos imediatamente. As vagas aumentam quando existem mais veículos rodando ao mesmo tempo, novos turnos, maior frequência e expansão real das linhas.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.