Caminhoneiro abre o jogo e revela como consegue ganhar quase R$ 9 mil por mês

Uma conversa entre caminhoneiros acabou mostrando um pouco de uma dúvida que muita gente tem: quanto um motorista consegue ganhar trabalhando na estrada? No vídeo, profissionais que rodam por diferentes regiões do Brasil falaram sobre comissão, faturamento das carretas e os desafios para conseguir a primeira oportunidade.
Um dos motoristas contou que começou como motoboy antes de entrar de vez no transporte rodoviário. A primeira chance não foi fácil. Segundo ele, aceitou um serviço que outros motoristas não queriam justamente porque precisava ganhar experiência com caminhão.
Depois de cerca de quatro meses trabalhando com um veículo menor, ele conseguiu passar para um caminhão truck. A experiência aumentou e, algum tempo depois, apareceu a oportunidade de trabalhar com carreta.
O pagamento também mudou. Durante o período no truck, ele afirma que recebia 15% sobre o valor dos fretes. Na conversa, os motoristas dizem que nesse sistema era possível chegar perto de R$ 6 mil, R$ 7 mil ou até R$ 8 mil em determinados meses, dependendo da quantidade e do valor das cargas.
Já na carreta, um dos profissionais conta que trabalha recebendo 12%. Ele estima que uma carreta Sider de aproximadamente 14,5 metros pode faturar algo entre R$ 70 mil e R$ 80 mil brutos durante um mês com bom movimento. Pela comissão citada no vídeo, o pagamento do motorista poderia ficar próximo dos R$ 9 mil.
Só que estrada também significa passar bastante tempo fora. Um dos caminhoneiros afirma que já chegou a permanecer cerca de 30 dias viajando. Atualmente, tenta trabalhar em períodos de aproximadamente 15 dias, rodando principalmente por Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
Para quem segue para Bahia e outros estados do Nordeste, voltar para casa pode demorar mais. Segundo os motoristas, nem sempre aparece uma carga com destino direto para a região desejada. Em alguns casos, o jeito é pegar fretes menores pelo caminho até conseguir chegar novamente ao Sul.
Outro peso no bolso é a alimentação. Por isso, geladeira e caixa de cozinha aparecem como equipamentos bastante valorizados pelos profissionais. Fazer o próprio café, almoço ou jantar dentro do caminhão ajuda a reduzir o gasto diário em restaurantes e postos.
A conversa ainda mostra que aplicativos e grupos de WhatsApp são usados na procura por cargas. Um dos motoristas cita o FreteBras, mas diz que é preciso analisar bem as ofertas, já que alguns valores por quilômetro não compensam o custo da viagem.
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