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Ônibus

Motoristas de ônibus brasileiros ganham espaço em Portugal e falta de profissionais abre portas

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Motoristas de ônibus brasileiros ganham espaço em Portugal e falta de profissionais abre portas
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Motoristas de ônibus brasileiros que pensam em trabalhar fora do país estão encontrando espaço justamente na profissão que já conhecem. Portugal é um dos mercados onde estrangeiros passaram a ocupar uma parte grande das vagas no transporte de passageiros.

Dados divulgados em agosto pelo jornal português Diário de Notícias mostram que algumas empresas que operam os ônibus da região metropolitana de Lisboa já têm entre 25,3% e 57% de motoristas estrangeiros. A maioria desses trabalhadores vem de países de língua portuguesa.

Na Alsa Todi, por exemplo, 57% do quadro de motoristas é formado por estrangeiros. Na Viação Alvorada são 37%, enquanto a Rodoviária de Lisboa aparece com 31%. Na Transportes Sul do Tejo, o índice informado foi de 25,3%.

A presença de profissionais de fora não apareceu por acaso. A Europa convive com dificuldade para encontrar gente disposta e habilitada para dirigir ônibus. Relatório da Autoridade Europeia do Trabalho aponta falta de motoristas de ônibus e bondes em 18 países europeus.

O problema já afeta o funcionamento do transporte. O mesmo levantamento cita falta de profissionais, envelhecimento da categoria, salários considerados pouco atraentes em alguns mercados e dificuldade para trazer trabalhadores mais jovens para a atividade.

Empresas portuguesas já chegaram a buscar profissionais diretamente no Brasil. Em processo divulgado pela Soulan Recursos Humanos, candidatos precisavam ter CNH categoria D, curso de transporte coletivo de passageiros, experiência dirigindo ônibus e disponibilidade para morar em Portugal.

Para trabalhar legalmente, porém, ter experiência no Brasil não basta. O Instituto da Mobilidade e dos Transportes de Portugal informa que motoristas profissionais de passageiros precisam cumprir as regras locais, incluindo qualificação profissional e, conforme o caso, obtenção do Certificado de Aptidão de Motorista e do chamado Código 95.

As próprias empresas da Carris Metropolitana afirmam que motoristas estrangeiros passam por formação teórica e prática antes de assumir o serviço. Quem ainda não tem experiência com ônibus em Portugal pode receber treinamento por um período maior.

A procura tende a continuar. A EURES, rede oficial de empregos da União Europeia, coloca motoristas de ônibus entre as profissões com dificuldade de contratação no continente.

Para o motorista brasileiro que já passa o dia no urbano, rodoviário ou fretamento, a mudança não significa abandonar a profissão para dirigir caminhão. Há empresas europeias precisando justamente de quem já sabe transportar passageiros e tem experiência atrás do volante de um ônibus.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.