Quase 9 em cada 10 empresas relatam dificuldade para encontrar motoristas

O transporte de cargas brasileiro atravessa um período de forte dificuldade para encontrar motoristas profissionais. Levantamentos divulgados em 2026 mostram empresas com vagas abertas por mais tempo, custos maiores e até veículos parados por falta de gente para dirigir.
Uma pesquisa da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) apontou que 88,9% das empresas consultadas veem a falta de profissionais qualificados como o principal obstáculo para manter ou ampliar o quadro de motoristas. A baixa atratividade da profissão apareceu em seguida, citada por 66,7%.
O problema já chegou diretamente à operação. Entre as empresas ouvidas pela ABOL, 77,8% disseram que estão levando mais tempo para preencher vagas, enquanto 66,7% apontaram aumento dos custos operacionais. Parte das companhias também relata dificuldade para atender à demanda e manter a capacidade de transporte.
Dados divulgados pela CNT reforçam a pressão sobre o setor. Em levantamento apresentado neste ano, 65,1% das transportadoras apontaram a falta de motoristas como a principal dificuldade de contratação.
Outro sinal está na renovação da categoria. Dados citados a partir da pesquisa da CNT mostram idade média de 45,3 anos entre motoristas, enquanto apenas 9,5% têm menos de 30 anos, aumentando a preocupação das empresas com quem vai ocupar os caminhões nos próximos anos.
Estimativas publicadas pelo setor apontam ainda um déficit superior a 120 mil motoristas profissionais no país. Com menos profissionais disponíveis, transportadoras enfrentam pressão sobre salários, contratação, custos de frete e aproveitamento da frota.
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