Sedex que antes chegava em 3 dias agora pode levar 7 e clientes questionam preços dos Correios
O serviço de entregas dos Correios enfrenta questionamentos sobre prazos e preços. A comparação entre encomendas que antes chegavam em três dias e hoje podem ter previsão de sete dias levanta dúvidas sobre o desempenho do Sedex.
A mudança de prazo, porém, não é uniforme no país. Segundo os Correios, o tempo de entrega do Sedex varia conforme origem, destino e horário da postagem.
Indicadores mostram dificuldades nas entregas
Os dados oficiais revelam problemas na qualidade operacional da estatal em 2025.
Naquele ano, 90,51% das encomendas não urgentes avaliadas foram entregues dentro do prazo de até nove dias úteis, abaixo da meta de 95%.
O desempenho variou durante 2026. Em janeiro, o índice foi de 67,66%, mas chegou a 96,84% em agosto. Esses números se referem às encomendas não urgentes, e não especificamente ao Sedex.
Preços e crise financeira pressionam os Correios
O preço do envio também entrou nas discussões sobre o serviço. Entretanto, não há uma comparação nacional única que comprove aumento do Sedex acompanhado da mudança de três para sete dias. Os valores dependem de peso, dimensões, percurso e modalidade contratada.
A situação financeira da estatal também preocupa. Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e perdas de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
No segundo trimestre, o prejuízo caiu para R$ 2,39 bilhões. A empresa informou que trabalha em um plano de reestruturação, com revisão de despesas, contratos e operações.
Para consumidores e comerciantes que dependem das encomendas, o desafio continua sendo conseguir entregas dentro do prazo contratado por um preço compatível com o serviço.
Os Correios informam que clientes podem solicitar indenização quando houver atraso causado pela empresa, conforme as condições do serviço.
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