Deolane sofre nova derrota na Justiça em caso que envolve transportadora investigada
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra teve mais um revés judicial nesta quarta-feira (21), após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não conhecer um pedido de habeas corpus apresentado por sua defesa. O caso chama a atenção do setor de transporte rodoviário porque a investigação também envolve a transportadora Lado a Lado, apontada pelos investigadores como parte de uma estrutura suspeita de movimentação e ocultação de dinheiro.
Segundo reportagem do Metrópoles, o STJ não analisou o mérito do pedido porque considerou que o habeas corpus foi apresentado como substituto do recurso processual adequado. A defesa classificou a decisão como estritamente processual e voltou a contestar a necessidade da prisão preventiva. Deolane está presa desde 21 de maio de 2026.
A transportadora Lado a Lado, sediada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, passou a ser investigada durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil paulista. De acordo com informações publicadas pela CNN Brasil, os investigadores suspeitam que a empresa tenha sido utilizada em uma estrutura de lavagem de dinheiro atribuída a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A apuração também identificou, segundo a polícia, transferências financeiras relacionadas à influenciadora. As suspeitas fazem parte de uma investigação mais ampla sobre movimentações bancárias, empresas e possíveis operações destinadas a ocultar a origem de recursos.
Para o setor de transporte, o caso chama a atenção porque mostra como uma empresa formalmente ligada ao transporte de cargas pode entrar no radar das autoridades por suspeitas relacionadas à sua estrutura financeira. Isso não significa, porém, que transportadoras em geral estejam envolvidas em irregularidades.
A investigação aponta que a Lado a Lado teria sido utilizada para movimentar recursos de origem suspeita. Essas alegações devem ser tratadas como acusações em apuração, e a responsabilidade criminal dos envolvidos depende do processo judicial.
A defesa de Deolane contesta a necessidade da prisão e afirma que não existem elementos que justifiquem sua manutenção. Os investigados têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência até uma decisão definitiva.
O caso continua em andamento. Uma nova análise de pedido de habeas corpus está prevista para 27 de outubro no Tribunal de Justiça de São Paulo, segundo o Metrópoles. Entre os pontos que deverão ser discutidos estão questionamentos sobre a competência da Justiça estadual para conduzir o processo.
A investigação envolvendo a transportadora e Deolane permanece sob acompanhamento das autoridades. Até o momento, não há decisão definitiva que encerre o caso ou estabeleça a responsabilidade criminal de todos os investigados.
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