Caminhoneiros esperam fretes mais fortes se agro ganhar novo fôlego
Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno é vista por parte do agronegócio como um sinal positivo para destravar investimentos e aquecer o transporte de cargas nos próximos meses.
O impacto mais esperado seria nos fretes ligados à safra, principalmente soja, milho, fertilizantes, máquinas agrícolas e insumos. Quando o produtor ganha confiança para plantar, comprar e vender, o caminhão sente primeiro na estrada.
Flávio tem feito acenos ao setor rural. Em agenda na Expointer, prometeu apoiar medidas para dar mais previsibilidade ao seguro rural e ao financiamento da produção, pontos cobrados por produtores que dependem de crédito e proteção contra perdas no campo.
O cenário da safra também ajuda a explicar a expectativa. A Conab projeta que a safra brasileira de grãos 2026/27 pode chegar a 366,6 milhões de toneladas, com avanço na área plantada e forte peso de soja e milho.
Para os caminhoneiros, mais produção no campo pode significar mais viagens entre fazendas, armazéns, esmagadoras, portos e centros de distribuição. A movimentação costuma crescer principalmente nos corredores de Mato Grosso, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Pará.
Mas a retomada dos fretes não depende só da eleição. Diesel caro, juros, preço internacional dos grãos, dólar, clima e fila nos portos continuam pesando na conta. Se esses fatores ajudarem, o agro pode voltar a puxar mais carga e melhorar a disputa por caminhão em algumas rotas.
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