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Greve dos caminhoneiros

Diesel caro leva caminhoneiros à greve na Argentina

2 minutos de leitura
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Greve de caminhoneiros na Argentina fez farelo de soja disparar mais de 4% em Chicago

Uma paralisação de caminhoneiros autônomos na Argentina mostrou como poucos dias de problemas no transporte podem mexer até com os preços internacionais dos alimentos.

Em abril, bloqueios em regiões importantes como Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé dificultaram a chegada de grãos aos principais pontos de exportação do país. Com menos farelo argentino disponível no mercado, compradores passaram a procurar mais produto dos Estados Unidos.

O movimento fez os contratos de farelo de soja avançarem mais de 4% na Bolsa de Chicago. Naquele pregão, o contrato para maio chegou a US$ 331,80 por tonelada curta, enquanto julho atingiu US$ 328,10.

A alta do farelo também ajudou a puxar a própria soja. Os contratos do grão subiram entre 6,25 e 10,25 pontos, com maio negociado perto de US$ 11,75 por bushel e julho a US$ 11,90.

Diesel virou um dos motivos da paralisação

Os caminhoneiros argentinos reclamavam principalmente da diferença entre o valor recebido pelo transporte e o avanço dos custos.

Segundo relatos publicados pelo jornal argentino Clarín, motoristas afirmavam que as tarifas de frete haviam caído cerca de 10% desde janeiro, enquanto o diesel acumulava alta próxima de 18%.

Um caminhoneiro ouvido pelo jornal disse que o combustível, que antes representava aproximadamente 35% a 38% do custo de uma viagem, passou a consumir quase 60% do valor da operação.

A categoria reivindicava aumento de 25% a 30% na tarifa de referência para o transporte de grãos, justamente para tentar compensar a disparada do combustível.

Outro problema relatado pelos transportadores era o prazo para receber pelos fretes. Há operações em que os caminhoneiros aguardam entre 60 e 90 dias pelo pagamento, enquanto despesas como diesel, manutenção e alimentação precisam ser pagas durante a viagem.

Paralisação atingiu uma das maiores exportadoras do mundo

O impacto foi maior porque a Argentina ocupa uma posição importante no processamento e exportação de soja e derivados.

Com caminhões parados e dificuldades para abastecer os terminais, compradores internacionais passaram a considerar outras origens para o farelo. Isso abriu espaço para processadoras norte-americanas e ajudou a elevar os preços negociados em Chicago.

A paralisação aconteceu justamente em um período importante para a colheita argentina. Sem acordo entre os transportadores e os demais envolvidos na cadeia, havia risco de redução no fluxo de caminhões para os portos e de novos atrasos no escoamento dos grãos.

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Sobre o autor

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.