Itália libera R$ 593 milhões para caminhoneiros após greve e bloqueios nas estradas
O governo da Itália aprovou nesta quinta-feira (22) um decreto com medidas financeiras para tentar encerrar a greve de caminhoneiros que provocou bloqueios em rodovias e problemas no abastecimento de mercadorias, principalmente no sul do país.
Segundo a agência ANSA, o pacote destina 105 milhões de euros, aproximadamente R$ 593 milhões, em créditos fiscais para compensar o aumento do diesel, que ficou quase 40% mais caro em um ano.
O benefício será somado a outros 430 milhões de euros já previstos no orçamento italiano. O decreto também autoriza a suspensão por sete meses dos pagamentos de leasing de veículos de transporte para pequenas e médias empresas.
Governo endurece contra bloqueios nas rodovias
A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que não aceitará ameaças contra caminhoneiros que desejam continuar trabalhando.
A premiê denunciou casos de intimidação e danos a caminhões durante os protestos. Ela determinou que o Ministério do Interior adote medidas para garantir a circulação de veículos e o abastecimento.
O governo também poderá aplicar a legislação que criminaliza bloqueios de estradas.
Greve provocou desabastecimento no sul da Itália
Os protestos começaram na semana anterior e atingiram principalmente as regiões de Basilicata, Calábria, Campânia, Puglia e Sicília.
Os bloqueios dificultaram o transporte de mercadorias e prejudicaram a distribuição de alimentos frescos.
Além dos caminhoneiros, agricultores receberão 60 milhões de euros para compensar despesas com combustíveis. O setor pesqueiro terá outros 10 milhões de euros em pagamentos não reembolsáveis.
Com o pacote, o governo italiano espera reduzir as paralisações e restabelecer o transporte de cargas. A aprovação das medidas, porém, ainda não significa que todos os bloqueios tenham terminado.
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