Lula chega a 51% para o segundo turno de rejeição
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 51% de rejeição entre os eleitores brasileiros, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (13 de outubro). O levantamento, realizado às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, mostra que o petista enfrenta resistência de mais da metade dos entrevistados, enquanto seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), aparece com rejeição de 47%.
Os números revelam uma mudança no comportamento do eleitorado. Em comparação com a pesquisa de 28 de setembro, a rejeição a Lula passou de 48% para 51%, um crescimento de três pontos percentuais. No mesmo período, Flávio Bolsonaro registrou movimento contrário, com queda de 51% para 47%, uma redução de quatro pontos.
A diferença entre os dois candidatos no índice de rejeição chega a quatro pontos percentuais. O resultado pode representar um obstáculo para a campanha de reeleição do presidente, especialmente diante da necessidade de conquistar eleitores que não votaram no petista no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro aparece com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula
Além dos índices de rejeição, a pesquisa BTG/Nexus também avaliou as intenções de voto para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Considerando apenas os votos válidos, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 52%, enquanto Lula registra 48%. A diferença de quatro pontos percentuais está dentro do limite da margem de erro de dois pontos para cada candidato, caracterizando empate técnico.
Quando são considerados todos os entrevistados, incluindo aqueles que pretendem votar em branco, anular ou ainda não decidiram, Flávio Bolsonaro aparece com 48% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Outros 5% disseram que pretendem votar em branco, anular ou não escolher nenhum dos candidatos, enquanto 2% não souberam ou não responderam.
Na modalidade espontânea, em que os entrevistados informam sua preferência sem receber uma lista de candidatos, Flávio Bolsonaro registra 46%, contra 44% de Lula.
Os resultados mostram uma disputa apertada, apesar da vantagem numérica do candidato do PL.
Rejeição de 51% representa desafio para Lula na reta final
O percentual de rejeição é um dos indicadores observados nas campanhas presidenciais porque ajuda a medir a resistência dos eleitores a cada candidatura.
No caso de Lula, o levantamento aponta que 51% dos entrevistados rejeitam seu nome. Isso não significa, entretanto, que todos esses eleitores votarão automaticamente em Flávio Bolsonaro.
Parte do eleitorado pode optar pelo voto branco, nulo ou pela abstenção. Também é possível que as preferências mudem até o dia da votação.
Para o presidente, o desafio eleitoral envolve ampliar o apoio entre os indecisos e reduzir a resistência ao seu nome. Já Flávio Bolsonaro busca manter a vantagem numérica identificada nas pesquisas e transformar a menor rejeição registrada neste levantamento em votos.
A evolução dos índices entre setembro e outubro aponta movimentos diferentes para os dois candidatos, mas não permite antecipar o resultado das urnas.
Outras pesquisas também mostram Flávio Bolsonaro numericamente à frente
O levantamento BTG/Nexus não é o único a registrar vantagem numérica de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial.
Pesquisa PoderData/AYA divulgada em 13 de outubro mostrou o senador com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula. O resultado também representa empate técnico, considerando a margem de erro de 1,8 ponto percentual.
Na pesquisa anterior do mesmo instituto, divulgada em 8 de outubro, Flávio Bolsonaro aparecia com 53% e Lula com 47%. A distância caiu de seis para dois pontos percentuais.
Já o levantamento AtlasIntel/Bloomberg, divulgado em 9 de outubro, apresentou Flávio Bolsonaro com 52,8% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 47,2%.
O Datafolha, por sua vez, divulgou em 8 de outubro uma pesquisa na qual Flávio Bolsonaro aparecia com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente.
Embora as pesquisas apresentem diferenças de metodologia, períodos de coleta e margens de erro, todas registraram Flávio Bolsonaro numericamente à frente nas simulações mencionadas. Os resultados não representam uma previsão definitiva do resultado eleitoral.
Economia, crédito e custo de vida também entram na disputa presidencial
Além das intenções de voto e dos índices de rejeição, o debate sobre a economia brasileira ocupa espaço na campanha presidencial.
Temas como inflação, taxas de juros, crédito bancário, financiamento de veículos, preço dos combustíveis e poder de compra das famílias estão entre os assuntos que atravessam as propostas econômicas dos candidatos.
As discussões também envolvem investimentos, agronegócio, logística, indústria automotiva e desenvolvimento tecnológico, setores diretamente ligados à geração de empregos e à atividade econômica.
Para empresas e consumidores, propostas relacionadas à tributação, aos seguros, ao financiamento empresarial e ao custo do transporte podem ter efeitos sobre decisões de investimento e consumo.
A forma como Lula e Flávio Bolsonaro apresentam suas propostas nessas áreas integra a disputa pelo eleitorado, mas os levantamentos citados não permitem afirmar que algum desses temas, isoladamente, explique os atuais índices de rejeição.
Pesquisa foi registrada no TSE e ouviu mais de 2 mil eleitores
A pesquisa BTG/Nexus foi realizada pelo instituto Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, contratada pelo Banco BTG Pactual.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 12 de outubro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas.
A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07997/2026. O contratante identificado é o Banco BTG Pactual; a documentação consultada não detalha separadamente a origem final dos recursos utilizados para custear a pesquisa.
Os percentuais retratam as respostas coletadas durante o período de entrevistas e estão sujeitos às limitações estatísticas da metodologia.
Segundo turno será realizado em 25 de outubro
Com o segundo turno marcado para o domingo, 25 de outubro de 2026, Lula e Flávio Bolsonaro disputam os votos dos eleitores que ainda podem mudar de preferência.
O índice de 51% de rejeição registrado por Lula na BTG/Nexus chega em um momento de disputa apertada, com diferenças pequenas nas pesquisas de intenção de voto.
Enquanto o levantamento mostra crescimento da rejeição ao presidente, também aponta redução desse indicador para Flávio Bolsonaro. A próxima rodada de pesquisas permitirá avaliar se esses movimentos continuam ou se haverá nova alteração nas preferências dos eleitores.
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