Motoristas de ônibus estão cansados da profissão e muitos já pensam em mudar de emprego
A profissão de motorista de ônibus já não desperta o mesmo interesse em parte dos trabalhadores que passam anos atrás do volante. A rotina pesada, o trânsito complicado e a pressão para cumprir horários estão fazendo profissionais experientes pensarem em abandonar a atividade e procurar outro emprego.
Entre as principais reclamações estão as escalas de trabalho, o pouco tempo com a família, o estresse diário e os salários que nem sempre compensam a responsabilidade de transportar dezenas de passageiros.
Um levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), citado pelo Diário do Transporte em agosto de 2026, aponta que mais da metade das empresas de transporte de passageiros enfrenta dificuldades para contratar motoristas.
Outro problema é que, em algumas cidades, o motorista precisa dirigir, cobrar passagem e ainda atender os passageiros. Uma pesquisa da Fundacentro e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), divulgada em 2025, identificou sobrecarga de trabalho entre profissionais do transporte coletivo de Belo Horizonte
Com o desgaste acumulado, trocar de profissão acaba entrando nos planos de quem já não tem o mesmo ânimo para trabalhar. Há motoristas que passaram boa parte da vida dirigindo ônibus, mas agora procuram atividades com horários mais tranquilos e menos pressão.
A falta de interesse também pesa na contratação de novos profissionais. Enquanto empresas buscam motoristas para preencher vagas, trabalhadores avaliam se ainda compensa enfrentar uma rotina de trânsito, cobrança por horários e responsabilidade pela segurança dos passageiros.
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