Caminhoneiros podem pagar pedágio mais caro após mudança do governo federal
Os caminhoneiros brasileiros poderão pagar mais caro nos pedágios das rodovias federais após uma mudança no cálculo das tarifas definida pelo Ministério dos Transportes. A nova regra aumenta em 50% o multiplicador usado para calcular a cobrança por eixo de caminhões e ônibus.
A alteração está prevista nos projetos da sexta etapa do Programa de Concessões de Rodovias Federais. Pela nova metodologia, o valor de referência por eixo passa de duas para três vezes a tarifa básica do pedágio.
Na prática, considerando uma tarifa básica hipotética de R$ 5, um caminhão de seis eixos teria o pedágio calculado em R$ 60 pela regra anterior e R$ 90 pelo novo multiplicador. Isso não significa, porém, que todas as tarifas vão subir 50%, já que o valor final depende de cada concessão.
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) questionou a mudança e pediu explicações ao Ministério dos Transportes. Já a Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT) estima que a nova cobrança poderá representar R$ 42 bilhões em despesas adicionais ao longo dos contratos de sete projetos analisados.
O governo federal justificou a alteração pelo maior desgaste provocado pelos veículos pesados nas rodovias e pelos custos de manutenção e atendimento.
A mudança não representa um aumento imediato nos pedágios já existentes. Em São Paulo, a Agência de Transporte do Estado (Artesp) informou à rádio Cruzeiro FM que a determinação federal não terá impacto nas rodovias estaduais concedidas, que seguem as regras de seus próprios contratos.
A preocupação das entidades do transporte é que o custo adicional nas futuras concessões acabe entrando no preço do frete e seja repassado às mercadorias transportadas por caminhões.
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