Caso Vorcaro ganha novo capítulo após PF negar documentos sobre filme de Lula
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República contestaram informações publicadas pela revista Veja envolvendo Daniel Vorcaro e um suposto pagamento de R$ 30 milhões relacionado ao documentário “Lula”, dirigido por Oliver Stone.
A reportagem da revista atribuiu ao ex-banqueiro a afirmação de que dinheiro teria sido repassado “por fora” para ajudar a financiar o filme. O material também cita um áudio atribuído a Vorcaro e documentos que, segundo a publicação, estariam ligados às negociações de uma colaboração premiada.
A PF, porém, informou que Vorcaro não prestou depoimento com esse conteúdo e também não entregou à corporação anexos, documentos ou informações com a acusação apresentada pela revista. A instituição informou ainda que recebeu uma notícia-crime para apurar os fatos relacionados à publicação.
A PGR também afirmou que não houve depoimento oral de Vorcaro durante as tratativas. Segundo o órgão, as negociações de colaboração foram feitas por meio dos advogados do investigado, sem conversa direta entre o ex-banqueiro e representantes da Procuradoria.
Outro ponto levantado é que as mensagens extraídas do celular de Vorcaro não mostram pagamento ou patrocínio ao documentário sobre Lula. O aparelho contém conversas de um período que inclui a época de produção do filme, lançado em 2024.
A defesa de Vorcaro também afirmou que não reconhece a origem, autenticidade e integridade do material divulgado. Os advogados disseram ainda que ele não prestou depoimento à PF ou à PGR sobre o tema durante as tratativas de colaboração premiada.
A produtora responsável pelo documentário e o diretor Oliver Stone já haviam negado anteriormente o recebimento de dinheiro de Vorcaro, do Banco Master ou de fundos ligados ao empresário.
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