Caminhoneiros do 8 de janeiro ainda enfrentam problemas com Alexandre de Moraes
Caminhoneiros envolvidos nos protestos após as eleições de 2022 e nos atos de 8 de janeiro de 2023 ainda enfrentam problemas na Justiça. Mesmo depois de quase quatro anos, processos e multas continuam afetando pessoas e empresas que participaram das manifestações.
No dia 21 de outubro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva do caminhoneiro Claudiomiro da Rosa Soares, de 52 anos, acusado de participar dos atos de 8 de janeiro, em Brasília.
De acordo com informações encaminhadas pela Polícia Federal, o motorista teria deixado o Brasil após descumprir medidas judiciais e foi identificado na Argentina, onde atuou como fiscal do PL durante as eleições brasileiras de 2026. Ele responde a acusações relacionadas à tentativa de golpe de Estado e à depredação de patrimônio público, mas nega ter participado da destruição dos prédios.
Outro problema envolve as multas aplicadas aos caminhoneiros e transportadoras que participaram dos bloqueios de rodovias após as eleições de 2022. Em março de 2026, Moraes encaminhou à Justiça Federal a execução de penalidades que, segundo levantamentos divulgados pela imprensa, somam aproximadamente R$ 7,1 bilhões.
As multas tiveram origem nas decisões que determinaram a liberação das rodovias. Na época, o STF estabeleceu penalidades que poderiam chegar a R$ 100 mil por hora de bloqueio para proprietários de veículos envolvidos nas interdições.
Em junho de 2026, o Congresso Nacional aprovou uma proposta para cancelar as multas aplicadas aos motoristas e transportadoras por participação nas manifestações de 2022. Porém, o presidente Lula vetou o perdão em agosto, durante a sanção da Lei nº 15.485.
O veto continua aguardando análise do Congresso Nacional. Enquanto não houver mudança na legislação ou decisão judicial específica, as multas não são canceladas automaticamente. Já os processos criminais dos envolvidos diretamente no 8 de janeiro seguem seus próprios trâmites no STF.
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