Justiça recolhe 90 ônibus da Viação Marechal no DF após briga com a Volvo
Noventa ônibus da Viação Marechal foram retirados de circulação no Distrito Federal por ordem judicial na manhã desta quarta-feira (28). A medida é resultado de um impasse financeiro entre a empresa de transporte público e a Volvo, fabricante dos veículos, após seis meses de tentativas frustradas de acordo.
Oficiais de Justiça acompanharam pessoalmente a retirada dos veículos da garagem da Marechal, no P Sul, em Ceilândia. A Polícia Militar também esteve no local durante toda a operação, que transcorreu sem intercorrências. O processo que embasou a decisão corre em segredo de Justiça, e os valores envolvidos na disputa não foram divulgados pelas partes.
Os ônibus recolhidos fazem parte da bacia 4, responsável por atender moradores do Guará I e II, Ceilândia, Águas Claras, Park Way, Taguatinga e as conexões dessas regiões com o Plano Piloto. A bacia atende cerca de 175 mil passageiros por dia, e o impacto foi sentido imediatamente por quem depende do transporte coletivo para trabalhar e estudar.
Em nota, a Viação Marechal afirmou que foi surpreendida pela medida, já que mantinha negociações em andamento para quitar as pendências. A empresa disse ter adotado todas as providências cabíveis para agilizar a solução e garantir a continuidade dos serviços. A Volvo, por sua vez, declarou que a decisão foi difícil, mas necessária diante da inadimplência, e ressaltou que continua buscando alternativas para permitir o retorno imediato dos ônibus às ruas.
A Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob) informou que acompanha o caso e que determinou a operação de toda a frota reserva da Marechal, além do reforço das linhas pelas empresas Piracicabana, Urbi e BsBus. A secretaria afirmou que não houve acúmulo de passageiros nos terminais durante o pico da manhã e que as linhas serão reforçadas no horário de maior movimento da tarde, com fiscalização nos terminais e na Rodoviária do Plano Piloto.
Não há prazo definido para o retorno dos veículos. A resolução do impasse depende de um acordo entre a Marechal e a Volvo, e enquanto isso não ocorre, as linhas afetadas seguem operando com frota reduzida e apoio das demais operadoras.
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