Quase quatro anos depois, ônibus do 8 de janeiro ainda são alvo de investigação de Alexandre de Moraes
Quase quatro anos após os atos de 8 de janeiro de 2023, os ônibus que levaram manifestantes até Brasília continuam aparecendo em investigações conduzidas pela Polícia Federal e acompanhadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Um dos processos teve uma nova decisão em 6 de outubro de 2026. A investigação envolve a contratação e o possível financiamento de três ônibus da empresa Transgiro Turismo e Viagens, utilizados para transportar manifestantes até a capital federal.
De acordo com documentos do processo, a Procuradoria-Geral da República apresentou, em junho deste ano, denúncia contra duas pessoas por suspeitas de associação criminosa armada e incitação ao crime. A denúncia ainda precisa ser analisada pela Justiça e não significa que os acusados tenham sido condenados.
Mas e os motoristas que estavam apenas trabalhando? Até o momento, os documentos públicos consultados não permitem afirmar que esses profissionais continuem respondendo criminalmente apenas por terem dirigido os ônibus. As investigações buscam identificar principalmente os responsáveis pela organização, contratação e financiamento das viagens.
Logo após os acontecimentos de janeiro de 2023, cerca de 100 ônibus foram apreendidos pelas autoridades. Alguns profissionais afirmaram que estavam apenas cumprindo o serviço contratado e tiveram prejuízos com os veículos parados.
Em maio daquele ano, Alexandre de Moraes autorizou a devolução dos coletivos aos proprietários, desde que fossem cumpridas exigências como perícia, comprovação da propriedade e apresentação das listas de passageiros.
Na época, alguns donos de ônibus relataram despesas de até R$ 20 mil para retirar os veículos dos pátios. Já em 2026, os processos relacionados ao transporte continuam tendo movimentações no STF, mas não há confirmação de que todos os motoristas envolvidos nas viagens ainda enfrentem problemas judiciais.
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