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Ônibus apreendidos após o 8 de Janeiro: donos relataram conta de R$ 20 mil em 2023

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Ônibus apreendidos após o 8 de Janeiro: donos relataram conta de R$ 20 mil em 2023
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Proprietários de ônibus apreendidos após os ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, relataram cobranças de até R$ 20 mil para retirar os veículos do pátio da Polícia Rodoviária Federal. Os relatos foram publicados pelo UOL em junho daquele ano, depois de Alexandre de Moraes autorizar a devolução.

Robson Paggin Luiz contou que precisou pedir dinheiro emprestado a um amigo e vender um carro para acertar a dívida. Odair José Vitali, também proprietário de um ônibus, afirmou ter desembolsado R$ 18 mil. A cobrança correspondia às despesas de permanência no pátio, segundo a reportagem do UOL.

Antes disso, os meses sem o veículo já haviam comprometido o trabalho de Odair. Morador de Paranaguá, no Paraná, ele mantinha uma empresa familiar com a mulher e dois filhos. Em entrevista publicada em março de 2023, disse que o ônibus retido era o principal instrumento de sustento dele e de um dos filhos.

O motorista afirmou que aceitou um serviço de transporte e que não teria feito a viagem se soubesse dos ataques. Outros profissionais entrevistados também disseram desconhecer os planos de invasão. Eles relataram contas atrasadas e dificuldades para manter pequenas empresas enquanto os veículos permaneciam apreendidos. Essas declarações foram registradas pelo UOL em março de 2023.

A apreensão havia sido determinada por Moraes. Conforme a decisão relatada pela CNN Brasil, a medida buscava impedir fugas e identificar participantes dos ataques e responsáveis pelo financiamento das viagens. Cerca de 100 veículos ficaram retidos.

Em 17 de maio de 2023, o ministro autorizou a devolução mediante condições. Os donos precisavam comprovar a propriedade, aguardar as perícias e apresentar informações sobre passageiros, contratantes e pagamentos. Também ficavam impedidos de transferir os veículos e deveriam apresentá-los novamente caso a Justiça determinasse. A CNN detalhou essas exigências.

A ordem tratava da apreensão e da restituição dos ônibus. Ela não deve ser apresentada como uma sentença de condenação criminal dos motoristas.

Na discussão sobre os valores, a advogada Milena Caixeta, que representava parte dos proprietários, contestou a cobrança. Seu argumento era que os ônibus tinham sido recolhidos por decisão judicial, e não por infração administrativa. Ela relatou que clientes recorreram a empréstimos para conseguir voltar ao trabalho.

Consultada pelo UOL, a PRF citou o artigo 271 do Código de Trânsito Brasileiro, que prevê pagamento de multas, taxas e despesas de remoção e estadia para restituição de veículos removidos.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.