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Carros elétricos avançam e colocam em dúvida o futuro da Petrobras nas próximas décadas

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Carros elétricos avançam e colocam em dúvida o futuro da Petrobras nas próximas décadas
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O crescimento das vendas de carros elétricos no Brasil e em outros países começa a levantar uma dúvida sobre o futuro da Petrobras. Se cada vez mais motoristas deixarem de abastecer com gasolina, o que vai acontecer com uma das maiores empresas de petróleo do mundo?

De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o Brasil ultrapassou em setembro de 2026 a marca de 1 milhão de veículos eletrificados vendidos desde 2012. O número inclui carros totalmente elétricos e modelos híbridos, que ainda podem utilizar combustíveis.

A mudança também acontece fora do Brasil. Um relatório divulgado em maio de 2026 pela Agência Internacional de Energia (AIE) aponta que os veículos elétricos poderão reduzir o consumo mundial de petróleo em aproximadamente 5 milhões de barris por dia até 2030.

Para uma empresa como a Petrobras, isso representa um desafio. Com menos veículos utilizando gasolina e diesel, a procura por esses combustíveis pode perder força ao longo dos anos, afetando o preço do petróleo e o faturamento das petroleiras.

Mas a Petrobras não depende apenas da gasolina vendida nos postos. A companhia também produz petróleo para exportação, gás natural e derivados utilizados em caminhões, aviões, navios e na indústria. Produtos como plásticos, asfalto e outros materiais continuam dependendo de matérias-primas ligadas ao petróleo.

Os números mais recentes também estão longe de indicar uma empresa perto da falência. No segundo trimestre de 2026, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões. Já no terceiro trimestre, a produção própria de petróleo e gás atingiu 3,512 milhões de barris equivalentes por dia, um recorde para a companhia.

A estatal sabe que o mercado está mudando. No Plano de Negócios 2026-2030, anunciou investimentos previstos de US$ 109 bilhões, incluindo US$ 13 bilhões destinados a iniciativas de transição energética e baixo carbono.

O maior risco para a Petrobras não é simplesmente o brasileiro trocar seu carro a gasolina por um elétrico. O problema pode aparecer nas próximas décadas, caso a procura mundial por petróleo caia mais rapidamente do que o esperado e a companhia continue investindo pesado em projetos que deixem de ser lucrativos.

Uma possível falência dependeria de vários fatores, como endividamento, custos de produção, preço internacional do barril e capacidade de adaptação a novas fontes de energia. Até novembro de 2026, os dados disponíveis não indicam que o avanço dos carros elétricos esteja colocando a Petrobras em risco imediato de quebrar.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.