Alimentação na estrada pesa mais no bolso do caminhoneiro, mas diárias seguem congeladas

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Um estudo recente sobre a rotina e os gastos de caminhoneiros brasileiros revelou um aumento expressivo no custo da alimentação durante viagens. De acordo com o levantamento, o preço médio das refeições em restaurantes e postos de estrada subiu consideravelmente nos últimos dois anos, impactando diretamente o orçamento de quem vive na boleia.

Apesar da alta, o valor pago pelas diárias — ajuda destinada a cobrir despesas básicas como alimentação e hospedagem durante as viagens — permanece estagnado em muitas transportadoras e empresas de logística. Isso significa que o caminhoneiro precisa complementar os custos com recursos próprios para não comprometer sua subsistência na estrada.

Segundo motoristas ouvidos, uma refeição completa, que antes custava entre R$ 25 e R$ 30, hoje pode ultrapassar os R$ 45 em alguns trechos, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. O café da manhã e pequenos lanches, que eram gastos quase imperceptíveis no orçamento, também encareceram, acumulando um peso significativo ao final da jornada.

Associações da categoria alertam que, sem a atualização dos valores de diárias, muitos profissionais acabam optando por reduzir a quantidade e a qualidade das refeições, o que pode afetar a saúde e o desempenho na condução.

Especialistas sugerem que empresas e sindicatos discutam um reajuste justo, alinhado ao aumento do custo de vida nas estradas. “O caminhoneiro não pode ser penalizado por algo que está fora de seu controle. A diária precisa acompanhar a realidade da inflação”, defende um representante sindical.

Enquanto isso, os trabalhadores seguem equilibrando contas e improvisando soluções, como levar alimentos de casa ou cozinhar no próprio caminhão, para driblar a alta dos preços e continuar rodando o Brasil.