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Caminhoneiro

Brasil perde quase 1,2 milhão de caminhoneiros em 10 anos e acende alerta logístico

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O desafio de atrair jovens para a profissão de caminhoneiro
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Em apenas uma década, o Brasil registrou uma queda preocupante de cerca de 22% no número de caminhoneiros habilitados (C, D ou E) — passando de 5,6 milhões em 2015 para 4,4 milhões em 2025.

Esse recuo expressivo não é apenas um dado estatístico: representa um sintoma grave de desvalorização da categoria. Os responsáveis por transportar cerca de 63% de toda a carga rodoviária nacional encontram menos renovação, mais idade média elevada — quase 60% dos motoristas têm 51 anos ou mais — e atratividade diminuída entre os jovens.

As causas são várias: jornadas longas, vida distante da família, remuneração que não acompanha o custo de operação e falta de segurança nas estradas. O resultado? Um setor vital para a economia brasileira corre o risco de ter sua própria força-de-trabalho comprometida.

Se nada for feito para valorizar, modernizar e renovar a profissão de caminhoneiro, é possível que o impacto logístico se torne ainda maior — com custos mais altos, falta de mão-de-obra e atraso no escoamento da produção brasileira.

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    Sobre o autor

    Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.