Ônibus

Dono de ônibus de turismo desabafa: “tô cansado” e revela a “conta não fecha”.

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Waguinho Guitar

Trabalhar com ônibus parece bonito por fora, mas a realidade é bem diferente. Um desabafo que circula entre profissionais do setor mostra exatamente isso: a pressão diária, os custos altos e o desgaste mental que pouca gente vê.

O relato vem de um dono de ônibus de turismo que já está há quase 3 anos na luta. Segundo ele, manter um veículo rodando hoje exige um esforço quase impossível. É manutenção atrás de manutenção, custo que não para de subir e uma conta que muitas vezes não fecha.

Ele fala que, mesmo cuidando de tudo com detalhe, sempre aparece problema. Um dia é conserto de 10 mil, no outro já surge outro de 15 mil, depois vem pneu, combustível caro e outras despesas que vão acumulando. Quando percebe, está rodando e trabalhando, mas sem conseguir sair do lugar.

Outro ponto que chamou atenção foi a comparação com outras empresas. Muita gente acha que quem tem ônibus novo, modelo mais moderno, veio de família rica ou já tinha estrutura. Mas segundo ele, nem sempre é assim. Ele mesmo disse que começou a duvidar de como algumas contas fecham no setor.

A concorrência também pesa. Tem empresa que joga o preço lá embaixo, aceita frete barato e acaba puxando o mercado para baixo. Quem tenta trabalhar certo, com manutenção em dia e segurança, sofre para competir.

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Além disso, ainda tem o problema de mão de obra. Segundo ele, está cada vez mais difícil encontrar motorista comprometido. Muitos não cuidam do veículo e isso gera ainda mais prejuízo para quem é dono.

O desgaste não é só financeiro. Ele deixa claro que o maior problema hoje é o cansaço mental. A pressão constante, a responsabilidade e os problemas que não param fazem muita gente pensar em desistir.

Inclusive, ele contou o caso de um colega que vendeu tudo e decidiu voltar a trabalhar como empregado, buscando mais tranquilidade. A frase que ficou foi direta: às vezes é melhor ter paz do que tentar insistir em algo que só traz dor de cabeça.

Mesmo assim, ele ainda segue na luta, tentando manter o ônibus rodando e atendendo os clientes. Mas deixa um alerta claro para quem pensa em entrar nesse ramo: não é fácil, exige muito e a realidade é bem diferente do que parece nas redes sociais.

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    Sobre o autor

    Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.